Rio afirma que “nunca ninguém fez o que eu fiz” para trazer Governo para as reformas

No discurso de encerramento nas jornadas parlamentares do PSD, em Portalegre, Rui Rio retomou, durante mais de 50 minutos, o seu diagnóstico sobre os problemas do regime e, em particular, da justiça, reiterando críticas à falta de reformismo que considera caracterizar o Governo, mas, sobretudo, o PS.

António Cotrim/LUSA

O presidente do PSD afirmou hoje que nunca ninguém se esforçou como ele para “trazer o Governo para as reformas” e defendeu que “o país não anda, porque o PS é imobilista” para “manter o poder” e “alimentar clientelas”.

No discurso de encerramento nas jornadas parlamentares do PSD, em Portalegre, Rui Rio retomou, durante mais de 50 minutos, o seu diagnóstico sobre os problemas do regime e, em particular, da justiça, reiterando críticas à falta de reformismo que considera caracterizar o Governo, mas, sobretudo, o PS.

“Portugal precisa de um Governo reformista, de uma Assembleia da República com perfil reformista. O nosso primeiro-ministro António Costa não quer reformar nada, mas ainda que ele quisesse reformar, o PS não o deixava reformar porque o PS é ele próprio este sistema”, considerou, numa das passagens aplaudidas pelos deputados.

Rui Rio salientou também o seu próprio papel nos últimos três anos, na qualidade de líder da oposição.

“Não podia ter feito mais esforço, não posso fazer mais esforço desde o primeiro dia em que tomei posse para tentar trazer, em nome de Portugal, o Governo para as reformas. Nunca ninguém fez o que eu fiz”, afirmou.

Ainda assim, o líder do PSD considerou que “o povo vai acabar por perceber que o país não anda porque o PS é imobilista.

“É o PS a primeira razão de nós não reformarmos. No fundo, o PS na sua cultura, independentemente do Governo PS que lá possa estar, normalmente só quer manter o poder para poder alimentar a clientela socialista”, acusou.

“O Governo vai nomeando, o PS vai adiando e Portugal vai definhando, é este o circuito do que tem acontecido”, acrescentou, dizendo que por mais que o PSD grite e critique “o PS continua inamovível”.

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