Rio quer acabar com “rendas excessivas” nas energias renováveis

A promoção das energias renováveis (água, sol, vento e biomassa) é uma das medidas que consta no programa eleitoral do PSD para as legislativas de outubro, onde o partido propõe medidas mais “amigas” do ambiente.

O presidente do Partido Social Democrata (PSD), Rui Rio, apresentou esta quinta-feira a proposta de acabar com as “rendas fixas garantidas” nas energias renováveis. A promoção das energias renováveis (água, sol, vento e biomassa) é uma das medidas que consta no programa eleitoral do PSD para as legislativas de outubro, onde o partido propõe medidas mais “amigas” do ambiente.

As onze propostas do PSD na área do ambiente enquadram-se em dois grandes objetivos: a redução das emissões de CO2 (dióxido de carbono) e o aumento dos espaços verdes para maior captura de CO2. “O PSD tem obrigação de honrar a sua história e colocar as questões ambientais no topo das suas prioridades”, afirmou o líder social-democrata, em conferência de imprensa.

A primeira das medidas propostas é a promoção das energias renováveis. “O aumento de produção de energia renovável deve ser com as regras de mercado. Temos de acabar com as rendas fixas ou, indo mais longe, com as rendas fixas garantida”, afirmou Rui Rio, lembrando que, em 2015, o ‘mix’ energético representava 28%, tendo baixado para 27,5% em 2018.

Rui Rio diz ainda que Portugal se atrasou em relação às metas da União Europeia (UE) e que não vai conseguir que o ‘mix’ energético represente 31% em 2020. O presidente do PSD quer ainda que seja feito “um esforço máximo” para que seja antecipada a neutralidade carbónica ainda antes de 2050.

Entre as propostas do PSD na área do ambiente está também a discriminação positiva das empresas que recorram a energia limpas, o agravamento progressivo das taxas sobre os produtos de plástico e a criação de incentivos fiscais para a substituição do plástico e a sua reutilização. Rui Rio quer ainda Planos Municipais para a Descarbonização, a promoção da mobilidade não poluente nos transportes públicos e um Plano Nacional de Florestação, que será explorado num dossier dedicado à agricultura.

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