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RTP2, o canal que resiste a tudo o que é fácil

Teresa Paixão acredita no poder da televisão enquanto elevador social. A diretora da RTP2 prefere tónicos a panaceias, por isso, continua a arriscar programas que “divirtam e ponham as pessoas a pensar. Com prazer”.
5 Abril 2025, 22h00

Teresa Paixão não brinca com o apelido para dizer que é uma pessoa apaixonada pelo que faz. Mas poderia muito bem fazê-lo. Dirige a RTP2 há uma década e respira RTP há mais de três, sempre com entusiasmo, voluntarismo e a ‘apontar para cima’, porque acredita que o serviço público de televisão deve ampliar os horizontes do público. É uma espécie de nutriente bem vitaminado, dizemos nós, antes de perguntarmos a Teresa o que queria ser em miúda. “Conservadora de um museu”, diz, sorridente. Mas a vida trocou as voltas a esta lisboeta de gema, nascida em Campo de Ourique.

Licenciou-se em Letras e Estudos Portugueses, e chegou a dar aulas de português num liceu público, mas as tais voltas da vida levaram-na, em 1986, para a RTP. “Por acaso, como tradutora da equipa dos Jogos Sem Fronteiras, para ganhar uns trocos. Acabei por me apaixonar – afinal, é mesmo paixão – pelo mundo da televisão e achei que também aqui podia viver rodeada de coisas belas”, conta ao Jornal Económico, com um sorriso rasgado.

Durante 25 anos foi responsável pelos programas infantis e assumiu há dez a direção da RTP2. Encara a profissão como sendo algo para “divertir as pessoas e fazê-las pensar, mas fazê-las ter prazer em pensar”. E graceja falando sério, “o canal sempre foi bom. E não fui eu que o transformei num bom canal. O canal 2 do Fernando Lopes foi maravilhoso, tal como o canal 2 da Clara Alvarez, do Manuel Falcão, do Jorge Wemans… Foram diferentes, e ainda bem, mas havia sempre coisas boas para ver”, exclama. Diz que foi influenciada por todos eles e “ainda hoje repito programas que eles me mandaram fazer, porque me faz sentido”, esclarece. Além de ser o mais internacional dos canais nacionais – a origem dos programas que integram a grelha da RTP2 atestam isso mesmo – “foi sempre um ótimo canal a nível europeu”, realça, com visível satisfação.

 

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