Rui Rio: “Espero que a partir de hoje possamos trabalhar com estabilidade e lealdade”

“Oposição exigente e credibilizadora”, “abertura à sociedade” e “escolha dos melhores candidatos” foram mensagens fortes do discurso de vitória do presidente reeleito do PSD, que destacou os 1.670 votos que terá conquistado em relação à primeira volta.

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Tiago Petinga/Lusa

O presidente reeleito do PSD, Rui Rio, respondeu ao apelo do candidato derrotado Luís Montenegro para o fim de “uma cultura de facção” com a garantia de que cabem no partido que continuará a liderar “todos os que estejam com seriedade e com lealdade”, pois “o nosso adversário comum é o PS e a ‘Geringonça'”. “Espero que a partir de hoje possamos trabalhar com estabilidade e lealdade”, vincou ainda, deixando mais tarde claro que prefere vincar as diferenças existentes entre os sociais-democratas.

Já na fase de perguntas dos jornalistas, o líder social-democrata revelou que não repetirá o que fez após as últimas diretas do partido, quando incluiu nas suas listas elementos ligados à candidatura derrotada de Pedro Santana Lopes, que mais tarde saiu do PSD para fundar o Aliança. Desta vez submeterá ao congresso que se realiza em Viana do Castelo a 7 de fevereiro uma lista apenas com aqueles que estiveram ao seu lado na disputa interna.

Prometendo uma “oposição construtiva e credibilizadora” ao PS, Rui Rio estabeleceu como objetivo pôr fim a 24 anos de “poder tentacular” nos Açores, apostando no seu atual vice-presidente José Manuel Bolieiro para “disputar taco a taco” e tentar afastar o socialista Vasco Cordeiro da presidência do Governo Regional.

De igual forma, apontou a meta de melhorar os resultados do PSD nas autárquicas de 2021, sem deixar de fazer um “alerta à navegação” que também foi uma resposta a quem o acusou de trocar apoios nas diretas por promessas de lugares elegíveis: “Câmara a câmara, não podemos escolher os amigos nem aqueles que têm peso nesta ou naquela secção por serem líderes de facção. Temos que escolher os melhores. e, como não prometi nada a ninguém, iremos decidir como temos de decidir, pois não estou preso a nada.”

Quanto ao resultado da votação, que lhe dava uma vantagem de seis pontos percentuais (53,0%-47,0%) quando faltava apurar os votos de 38 concelhos, o presidente reeleito destacou os 1.670 votos que terá conquistado em relação à primeira volta disputada a 11 de janeiro.

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