Ryanair vai encerrar duas bases e fazer cortes devido a atrasos da Boeing

A companhia aérea de baixo custo informou que vai alterar o seu calendário de voos para o verão de 2020 com o encerramento em março das bases de operações em Nuremberga (Alemanha) e em Skavsta (Suécia), ao mesmo tempo que vai também reduzir a capacidade de algumas das restantes bases.

A companhia aérea irlandesa Ryanair anunciou esta quarta-feira que vai eliminar empregos e encerrar duas bases no próximo verão devido a uma previsão de queda no movimento de passageiros provocada por atrasos na entrega de aviões Boeing 737 MAX.

A companhia aérea de baixo custo informou que vai alterar o seu calendário de voos para o verão de 2020 com o encerramento em março das bases de operações em Nuremberga (Alemanha) e em Skavsta (Suécia), ao mesmo tempo que vai também reduzir a capacidade de algumas das restantes bases.

A Ryanair já tinha indicado no mês passado que existia “um risco real” de não ter todos os aparelhos novos em 2020 e hoje confirmou que só vai receber 10 aviões MAX em vez dos 20 previstos.

Em consequência, a companhia calcula que vai transportar 156 milhões de passageiros no próximo exercício fiscal, que termina em 31 de março de 2021, um milhão abaixo do previsto anteriormente.

“Lamentamos o encerramento destas duas bases e cortes menores na capacidade de outras bases, o que se deve apenas a mais atrasos na entrega dos nossos aviões Boeing MAX”, explicou em comunicado o administrador da Ryanair Eddie Wilson.

O dirigente assegurou que a empresa continua a trabalhar com o fabricante norte-americano e com os aeroportos afetados para “minimizar” os cortes na sua capacidade e as “perdas de empregos”.

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