Salgado: “o Banco Espírito Santo tem 150 anos e nunca lesou ninguém”

Em entrevista à rádio TSF, Ricardo Salgado garante que o BES sempre cumpriu todos os procedimentos, mas admite que houve falhas na área não financeira do grupo, onde se veio descobrir “um passivo oculto”.

Rafael Marchante/Reuters

O ex-banqueiro Ricardo Salgado diz que não dorme “totalmente descansado” com o problema dos chamados “lesados” do Banco Espírito Santo (BES). Em entrevista à rádio TSF, Ricardo Salgado garante que o BES sempre cumpriu todos os procedimentos, mas admite que houve falhas na área não financeira do grupo, onde se veio descobrir “um passivo oculto”.

“O Banco Espírito Santo tem 150 anos e nunca lesou ninguém. Agora, quem desencadeou este processo do cerco à área não financeira do grupo é que acabou por fazer cair empresas como a Tranquilidade e outras. Não fui eu que provoquei os lesados, não fui eu que causei esta resolução. Não sou responsável por isso”, afirmou Ricardo Salgado à TSF.

Ricardo Salgado diz que consegue dormir, mas não dorme “totalmente descansado”. “Não fui eu que lancei a resolução. [No tempo da] minha ação no BES não havia resolução em pé ainda. Portanto não fui eu que causei os lesados. Os lesados foram causados pela resolução”, disse, acrescentando que tem a “consciência tranquila”, porque fez tudo para que não houvesse colapso no Banco Espírito Santo.

“Quero acreditar que há Justiça em Portugal. Que continua a haver justiça em Portugal. Bom, sempre disse isso. De maneira que tenho esperanças. Agora, há uma coisa que já não é reparável: é o desaparecimento do maior banco comercial português, do mais internacional dos bancos portugueses. Tem um efeito tremendo sobre o nosso país”, sustentou.

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