Santana Lopes, Rui Moreira e Bernardino Soares assinam carta aberta pela priorização de pessoas com deficiência na vacinação

Os mais de cem signatários consideram que a priorização das pessoas com deficiência na vacinação é, “mais do que uma obrigação do Estado, um sinal de humanidade e civilização”. A carta aberta já foi enviada ao Governo, ao Presidente da República e às autoridades de saúde.

Mais de cem personalidades, de diferentes quadrantes da sociedade, assinam uma carta aberta ao Governo e às autoridades de saúde para que as pessoas com deficiência sejam incluídas nos grupos prioritários de vacinação contra a Covid-19. Os signatários consideram que a priorização das pessoas com deficiência na vacinação é “um sinal de humanidade e civilização”, tendo em conta que estão mais vulneráveis a riscos.

“A priorização das pessoas com deficiência na vacinação contra a Covid-19, mais do que uma obrigação do Estado, é um sinal de humanidade e civilização. A violação do princípio de proteção dos mais vulneráveis é um sinal flagrante da falência do Estado de Direito e uma negação dos valores que estiveram na fundação do Portugal democrático”, lê-se na missiva, a que o Jornal Económico teve acesso.

Os signatários indicam que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), “as pessoas com deficiência são categorizadas como populações vulneráveis em situações de emergência de saúde pública”, mas estão “incompreensivelmente ausentes das diretrizes da primeira e da segunda fase de vacinação em Portugal”, ainda que a Direção-Geral de Saúde (DGS) tenha anunciado que as pessoas com Trissomia 21 vão passar a ser consideradas prioritárias, “pelo risco acrescido de evolução para Covid-19 grave”.

Na carta aberta, os signatários defendem que a exclusão das pessoas com deficiência intelectual, transtorno do espectro do autismo, paralisia cerebral e outras deficiências incapacitantes nas listas prioritárias em termos de vacinação “representa mais uma barreira para a saúde e para o bem-estar desta população, com consequências graves ao nível da mortalidade”.

A carta enviada ao primeiro-ministro, ao Presidente da República e à DGS é promovida por três mães e cuidadoras de pessoas com deficiência (Ana Camilo Martins, Maria de Assis Andermatt Brás de Oliveira Swinnerton e Paula Camello de Almeida), e assinada por um leque alargado de personalidades, que vão desde a política e justiça à saúde.

Na política, destacam-se o ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, os ex-ministros José Pedro Aguiar Branco e Luís Nobre Guedes, os deputados do PSD Duarte Marques e Mónica Quintela, o presidente da Câmara de Loures, Bernardino Soares, o democrata-cristão Filipe Lobo d’Ávila e o ex-candidato a eurodeputado pela Aliança, Paulo Sande.

A estes somam-se o embaixador António Martins da Cruz, a juíza Clara Sottomayor, o embaixador António Martins da Cruz, o chairman da NOS, Ângelo Paupério e os músicos Carolina Deslandes e Pedro Abrunhosa, além de diversos professores universitários, profissionais de saúde, advogados, jornalistas, escritores, artistas, empresários, desportistas e outros.

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