Santander Totta lucra 390,6 milhões, sobe 1,5% face ao ano passado

“Caminhamos para o melhor resultado anual de sempre do Santander em Portugal”, disse o CEO, Pedro Castro e Almeida.

Cristina Bernardo

O Banco Santander Totta registou um resultado líquido nos primeiros nove meses do ano de 390,6 milhões o que traduz um acréscimo de 1,5%. O ROE é de 12,5%.

“Caminhamos para o melhor resultado anual de sempre do Santander em Portugal”, disse o CEO, Pedro Castro e Almeida.

O produto bancário aumentou 3,9% face ao período homólogo, enquanto os custos operacionais desceram 2,3%, contribuindo para a melhoria do resultado de exploração (+9,5%), assim como do rácio de eficiência (-2,8 pp).

A margem financeira ascendeu a 644,5 milhões de euros, o que representa uma queda de 1,8% face ao mesmo período de 2018, “refletindo o contexto económico competitivo, com uma maior pressão concorrencial sobre os preços num quadro de procura ainda moderada de crédito”.

As comissões líquidas, no montante de 286,5 milhões de euros, registaram um aumento homólogo de 6%, justificado, essencialmente, pelo impacto positivo das comissões de meios de pagamento e seguros.

Os outros resultados da atividade bancária cifraram-se em -24,3 milhões de euros, refletindo também as contribuições para os Fundos de Resolução Único e Nacional. Os resultados da atividade de seguros, por sua vez, ascenderam aos 18,5 milhões de euros, aumentando 32% em relação a junho de 2018.

Os resultados em operações financeiras totalizaram 88,4 milhões de euros, um acréscimo de 85,7% face ao período homólogo, fruto da gestão das carteiras de dívida pública e privada.

Os custos operacionais ascenderam a 453,7 milhões de euros, registando uma redução de 2,3%, face ao período homólogo, dos quais os custos com pessoal reduziram em 2,9% e os gastos gerais em 5,3%. As amortizações registaram um acréscimo de 18,3% em termos homólogos, valor que reflete também a adoção da norma IFRS 16, desde 1 de janeiro de 2019.

A dinâmica de receitas e custos operacionais, no primeiro semestre de 2019, resultou numa melhoria do rácio de eficiência, para 44,5%, ou seja, uma redução de 2,8 pp neste período.

O Santander salientou que no atual contexto de taxas de juro baixas e de baixo desemprego, reflete-se nas baixas entradas em incumprimento. As imparidades traduzem também a recuperações de crédito vencido e mais-valias de vendas de crédito não produtivo. O resultado antes de impostos e interesses minoritários ascendeu a 550 milhões de euros, evidenciando um acréscimo de 9,7% relativamente a setembro de 2018.

O rácio de NPE (malparado) ficou em 3,4%, o que, assegura Pedro Castro e Almeida, deixa o banco preparado para o abrandamento económico.

A carteira de crédito caiu 2,4% para 40,4 mil milhões, com a maior subida a dar-se no segmento de empresas que cresceu 5,1% num ano.

Os recursos de clientes subiram dois mil milhões apesar da queda das poupanças no país. Os recursos subiram 5,3% para 42,3 mil milhões.

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