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“Se cumpríssemos programa do Chega teríamos um défice de 15%”

Chega deixa em aberto sentido de voto no Orçamento do Estado para 2026 e avisa que tem “linhas vermelhas”, nomeadamente no que toca ao ISP e aos subsídios, sem dizer quais. Na resposta, durante a conferência promovida pelo Jornal Económico e pela EY Portugal, Paulo Núncio atira: “Se cumpríssemos o programa do Chega, teríamos um défice de 15%.”
21 Outubro 2025, 11h57

Paulo Núncio, deputado do CDS e antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, disse que o país teria um défice de 15% se cumprisse o programa do Chega. Uma afirmação feita durante a conferência promovida pelo Jornal Económico (JE) e pela EY Portugal para debater o Orçamento do Estado para 2026, que decorre na manhã desta terça-feira em Lisboa.

“Se cumpríssemos o programa do Chega, teríamos um défice de 15%”, disse o centrista durante um painel onde debateu com Miguel Costa Matos, do PS, e Eduardo Teixeira, do Chega.

No decorrer da discussão, Eduardo Teixeira definiu o ISP e os subsídios (apesar de não ter dito quais) como “linhas vermelhas” neste orçamento, mas disse não ser “um dado adquirido que o Chega vote contra” o OE2026.

“O ISP é uma bandeira, a questão dos jovens e reforma do Estado também. Se conseguirmos que o Governo nos dê esta garantia, podemos viabilizar”, afirmou Eduardo Teixeira, referindo que o partido vai esperar pela discussão na especialidade para tomar uma decisão sobre o sentido de voto.

O parlamentar considera que o OE2026 “não é bom para os portugueses”, é um orçamento “de mínimos” e “sem ambição económica”, que foi apresentado “em cima das eleições autárquicas” e, por isso, “estratégico”.

Para o deputado do Chega, este OE tem algo de “preocupante”, uma vez que “não traz nada de novo e cobra muito mais impostos”, numa consideração em que Eduardo Teixeira confunde receita fiscal com carga fiscal.

“É preciso encontrar a melhor solução para que os portugueses paguem menos impostos. Temos de perceber onde é o que país gasta mais”, defendeu ainda.

O deputado repetiu a ideia que o país “tem de acabar com a subsidio-dependência”, sem mencionar em que subsídios quer o Chega mexer, defendendo também ser “urgente” acabar com as largas centenas de milhões de euros que são desperdiçados”.

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