Paulo Núncio, deputado do CDS e antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, disse que o país teria um défice de 15% se cumprisse o programa do Chega. Uma afirmação feita durante a conferência promovida pelo Jornal Económico (JE) e pela EY Portugal para debater o Orçamento do Estado para 2026, que decorre na manhã desta terça-feira em Lisboa.
“Se cumpríssemos o programa do Chega, teríamos um défice de 15%”, disse o centrista durante um painel onde debateu com Miguel Costa Matos, do PS, e Eduardo Teixeira, do Chega.
No decorrer da discussão, Eduardo Teixeira definiu o ISP e os subsídios (apesar de não ter dito quais) como “linhas vermelhas” neste orçamento, mas disse não ser “um dado adquirido que o Chega vote contra” o OE2026.
“O ISP é uma bandeira, a questão dos jovens e reforma do Estado também. Se conseguirmos que o Governo nos dê esta garantia, podemos viabilizar”, afirmou Eduardo Teixeira, referindo que o partido vai esperar pela discussão na especialidade para tomar uma decisão sobre o sentido de voto.
O parlamentar considera que o OE2026 “não é bom para os portugueses”, é um orçamento “de mínimos” e “sem ambição económica”, que foi apresentado “em cima das eleições autárquicas” e, por isso, “estratégico”.
Para o deputado do Chega, este OE tem algo de “preocupante”, uma vez que “não traz nada de novo e cobra muito mais impostos”, numa consideração em que Eduardo Teixeira confunde receita fiscal com carga fiscal.
“É preciso encontrar a melhor solução para que os portugueses paguem menos impostos. Temos de perceber onde é o que país gasta mais”, defendeu ainda.
O deputado repetiu a ideia que o país “tem de acabar com a subsidio-dependência”, sem mencionar em que subsídios quer o Chega mexer, defendendo também ser “urgente” acabar com as largas centenas de milhões de euros que são desperdiçados”.
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