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Seguradoras pedem ao Governo “prioridade” para o Sistema de Proteção em caso de Catástrofes Naturais

A urgência da proposta é sustentada por números alarmantes já que nos últimos 20 anos, as seguradoras portuguesas pagaram mais de mil milhões de euros em indemnizações.
APS seguradoras
6 Fevereiro 2026, 10h25

A Associação Portuguesa de Seguradores e os líderes das principais seguradoras suas associadas entregaram uma declaração conjunta ao Governo saudando o anúncio da criação de um Sistema de Proteção em caso de Catástrofes Naturais, manifestando o seu apoio à criação de um Sistema de Proteção em caso de Catástrofes Naturais. O documento apela ao poder político para que a medida seja tratada como uma “prioridade estratégica de interesse público”, face ao aumento exponencial de eventos climáticos extremos no país.

As seguradoras disponibilizaram-se para colaborar com o Governo e entidades competentes na definição de um modelo de proteção robusto e sustentável, assente em princípios de solidariedade, prevenção e partilha de riscos, à semelhança do que já existe na maioria dos países europeus (como o consórcio de compensação em Espanha).

Com a recente tempestade “Kristin” a reforçar o debate, o Governo e o setor segurador procuram agora um sistema que garanta a sustentabilidade financeira do país perante a nova realidade climática.

Esta iniciativa marca um passo decisivo para alinhar Portugal com as melhores práticas europeias na gestão de riscos sistémicos. Ao formalizarem este apelo, os líderes do setor sublinham que a atual lacuna de proteção — onde uma vasta maioria das perdas económicas não está coberta — representa uma vulnerabilidade crítica para a economia nacional perante a crescente severidade dos eventos climáticos.

A proposta foca-se na transição de um modelo reativo para um sistema preventivo e mutualista. Com o custo das catástrofes a acelerar (600 milhões de euros pagos apenas na última década), a colaboração público-privada visa garantir que o Estado não suporte sozinho o fardo financeiro de futuras catástrofes, promovendo uma maior resiliência social e infraestrutural.

A urgência da proposta é sustentada por números alarmantes já que nos últimos 20 anos, as seguradoras portuguesas pagaram mais de mil milhões de euros em indemnizações.

No entanto, a tendência agravou-se severamente na última década, período em que se concentraram mais de 60% desses custos. Segundo a APS – Associação Portuguesa de Seguradores, este valor representa apenas uma pequena parte das perdas económicas totais, deixando uma “lacuna de proteção” que expõe famílias e empresas portuguesas.

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