SERES: Obrigatoriedade da facturação electrónica em ‘countdown’

A empresa especializada na transacção electrónica segura de documentos identifica um conjunto de questões a ter em conta no momento de implementar a facturação electrónica.

A partir de 1 de Janeiro de 2019 a facturação electrónica em Portugal será não apenas uma realidade, como também uma obrigação legal.

Com o objectivo de contribuir para a implementação bem-sucedida dos projectos de facturação electrónica nas empresas portuguesas, a SERES propõe um conjunto de questões a ter em conta no momento de implementar a facturação electrónica.

A primeira é comunicar e ter visibilidade do estado da facturação electrónica. Assim, a comunicação com os parceiros, independentemente da sua dimensão, é essencial para a transacção das facturas nas empresas.

Estas transacções tornam evidente a necessidade de que a solução adoptada facilite um amplo conjunto de opções às empresas e que lhes permita conectarem-se com qualquer um dos seus parceiros, garantindo a confidencialidade, a autenticidade e a integridade das facturas.

Adicionalmente, a solução a eleger pelas empresas, deverá ser capaz de dotá-las com um novo canal de comunicação com os seus parceiros de negócio, acelerando assim os tempos de resposta e a resolução de eventuais imprevistos. Paralelamente, a solução deve oferecer um maior controlo e capacidade de acompanhamento da informação partilhada, aumentando os níveis de eficácia do relacionamento e da comunicação das empresas com terceiros.

O segundo factor a ter em conta é a centralização da informação, garantindo simultaneamente que esta se mantém integrada. Neste sentido, a decisão das empresas deverá ter em conta o volume de facturas que é necessário gerir. Se o volume de facturas for reduzido (menos de 30 facturas por mês), uma solução manual poderá ser a melhor solução.

Já no caso de volumes superiores a 30 facturas por mês, uma solução integrada será a ideal. Por outro lado, caso as empresas disponham de ferramentas de gestão, a forma mais fácil de implementar a facturação electrónica será através da integração da factura electrónica no processo habitual de trabalho nestas mesmas ferramentas.

As mudanças que resultam da utilização da facturação electrónica têm implicações muito mais abrangentes do que poderá parecer à primeira vista. Pelo que o terceiro factor a ter em conta pelas empresas, será a necessidade de se certificarem de que o serviço de facturação electrónica que vão implementar é global. Ou seja, terem a certeza de que este permite a gestão completa do tratamento das facturas, nomeadamente: a emissão, a recepção, o envio, a integração e o arquivo.

Por último, e de acordo com a SERES, a solução a adoptar deverá cumprir as exigências legais da Autoridade Tributária e Aduaneira. É essencial que o projecto de facturação electrónica contemple as mudanças tecnológicas e legais associadas às regras da facturação: formatos, assinatura electrónica, prazos de entrega, prazos de adopção, etc.

Devido ao facto do enquadramento legal e a tecnologia estarem em constante evolução, conhecer as alterações e saber adaptar-se às mesmas supõe uma grande taxa de esforço para as empresas portuguesas.

A SERES considera que implementar um projecto de facturação electrónica vai muito além de uma mera alteração técnica e que o “desenvolvimento interno de uma solução, ou a compra de um módulo de facturação não permitirão às empresas usufruir de todos os benefícios inerentes à facturação electrónica”.

PCGuia
Ler mais
Relacionadas

Faturação eletrónica: Como passar de obrigação legal a ferramenta de poupança

A partir de 1 de janeiro de 2019 a faturação eletrónica em Portugal será não apenas uma realidade, como também uma obrigação legal.

Mais de 100 mil reclamações em 2017. Saiba quem lidera entre consumidores insatisfeitos

Foram recebidas 101,1 mil reclamações em 2017, das quais 74 mil “tiveram origem no livro de reclamações dos operadores” – tanto através do livro físico (57 mil) como do eletrónico (17 mil) -, e as outras (perto de 27 mil) foram feitas diretamente no regulador.
Recomendadas

IMI: se está a pagar mais do que deve tem até ao fim do ano para pedir uma nova avaliação da casa

Cálculos da DECO estimam que cerca de quatro milhões de imóveis podem estar a pagar imposto a mais porque as Finanças não atualizam automaticamente os coeficientes que determinam o valor do Imposto Municipal sobre Imóveis.

Combustíveis: Diferenças de preço entre postos podem chegar aos 25 cêntimos por litro

Escolher o posto de combustível mais barato pode garantir poupanças avultadas. Para uma família com dois automóveis, que consumam 200 litros por mês, poupar 25 cêntimos por litro significa menos 600 euros no final do ano.

Pagamentos eletrónicos não são exclusivos dos ‘millennials’

Estudo encomendado para a Mastercard Portugal demonstra que a população mais idosa portuguesa já utiliza as novas tecnologias para efetuar pagamentos. Embora não acreditem que o dinheiro em numerário vá desparecer, os mais velhos vêem na tecnologia uma ajuda a controlar as finanças pessoais.
Comentários