Serviço de urgência de cirurgia do hospital de Beja em risco de encerrar, alerta sindicato

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM/Alentejo) emitiu um comunicado onde alerta para esta e outras situações, exigindo ao Conselho de Administração (CA) do hospital que contrate mais médicos, uma vez que o serviço de urgência do hospital corre o risco de encerrar, enviando os doentes para outros hospitais da região, também eles sobrecarregados.

A falta de médicos de urgência de cirurgia no Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, tem feito com que alguns profissionais de saúde daquela instituição tenham que fazer horas extraordinárias, com alguns a atingir as 150 horas de trabalho extraordinário, cenário agravado pela pandemia de Covid-19.

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM/Alentejo) emitiu um comunicado onde alerta para esta e outras situações, exigindo ao Conselho de Administração (CA) do hospital que contrate mais médicos, uma vez que o serviço de urgência do hospital corre o risco de encerrar, enviando os doentes para outros hospitais da região, também eles sobrecarregados.

O SIM/Alentejo informa que as equipas de cirurgia estão a funcionar abaixo dos mínimos de segurança para cidadãos e médicos. Dos seis chefes de equipa, quatro têm mais de 50 anos e dois mais de 55 anos. Os médicos com essa idade “já não são obrigados a fazer serviço de urgência e só a sua dedicação é que os motiva”, referem no comunicado.

Os médicos exaustos já ultrapassaram “há muito” as 150 horas de trabalho extraordinário o que é agravado pela pandemia e pela idade dos médicos. Apesar dos alertas dos profissionais de saúde, o SIM/Alentejo afirma que o CA do hospital “tem-se mantido insensível e incapaz de resolver o problema”.

O Sindicato Independente dos Médicos aconselhou os seus associados a apresentarem minutas de escusa de responsabilidade, e acusa o Hospital, mais concretamente os Presidentes de ARS’s e Conselhos de Administração de “décadas de incompetência e desconsideração pelos médicos, agravados por estarem mais preocupados em esconder os problemas do que resolvê-los”.

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