Sesimbra não avança para nova fase de desconfinamento

O concelho de Sesimbra não vai avançar para uma nova fase de desconfinamento, ao contrário do que estava previsto, devido ao aumento local de casos de covid-19, disse este sábado à agência Lusa o presidente da autarquia, Francisco Jesus.

Mariscal/EPA via Lusa

“Não vai avançar. Recebemos há pouco essa informação do Governo”, afirmou o presidente do município, adiantando que haverá um despacho conjunto nesse sentido.

“Aquilo que pedimos ao Governo foi validado hoje. Trata-se um pouco de subverter o que está no despacho do Conselho de Ministros, mas entendemos que é necessário”, referiu.

A autarquia está também a trabalhar para conseguir reforçar o efetivo de segurança no concelho, segundo o autarca, que indicou que, na segunda-feira, haverá uma reunião para articular as medidas necessárias, nomeadamente de informação aos comerciantes e população.

Em informação publicada no sue ‘site’ na Internet, a autarquia anunciou estar a articular com o Governo a manutenção do atual nível de desconfinamento.

“Com o número de casos que existe atualmente, e com uma previsão de subida nos próximos dias, na próxima avaliação, o concelho poderá apresentar valores mais elevados, o que obrigará a regredir dois degraus no desconfinamento”, lê-se na justificação.

O “travão” agora decidido abrange essencialmente os horários dos estabelecimentos comerciais.

“Trata-se de uma medida essencial para conter o súbito aumento do número de casos que afeta o município, evitar um possível retrocesso no desconfinamento e tentar que este cenário, que se espera que seja conjuntural, possa rapidamente ser invertido”, de acordo com a informação publicada.

A autarquia apelou à compreensão dos que possam ser lesados pela medida, lembrando que perante o contexto que se vive as medidas que tendam a reduzir a propagação da pandemia são, “por vezes difíceis e inadiáveis”.

Portugal tem 22 concelhos com incidência do coronavírus SARS-CoV-2 superior a 120 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, mais dois do que na última sexta-feira.

Segundo os dados divulgados na sexta-feira no boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde, tal como no boletim anterior não existem concelhos em risco muito elevado, ou seja, com incidência a 14 dias superior a 960 casos por 100 mil habitantes.

Em risco elevado de contágio mantém-se o município da Ribeira Grande (524) que regista incidência acumulada superior a 480 casos por 100 mil habitantes e o único neste grupo.

Dos 22 concelhos, quatro registam um acumulado, nos últimos 14 dias, de mais de 240 casos por cada 100 mil habitantes, mantendo-se com esta incidência Odemira (477) e entraram para este patamar Paredes de Coura (316), Sertã (384) e Sesimbra (260).

A pandemia de provocou, pelo menos, 3.787.127 mortos no mundo, resultantes de mais de 175,1 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 17.045 pessoas dos 856.740 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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O mês de julho correspondeu ao período em que foram realizados mais testes. De acordo com a nota do Ministério da Saúde divulgada esta quarta-feira, foram realizados, em média, cerca de 64 mil testes por dia até ao dia 26 de julho de 2021, o que corresponde ao valor mais elevado desde março de 2020.

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O apelo, com quatro medidas de caráter urgente, foi feito numa carta enviada a António Costa e divulgada aos jornalistas, nas vésperas de uma nova reunião do Conselho de Ministros e um dia depois de o Governo ter reunido com peritos, no Infarmed, em Lisboa, para analisar a situação epidemiológica da covid-19, em Portugal.

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“Pontualmente, aqui ou acolá, poderá haver [quebras]. Do ponto de vista geral estamos a fazer um mecanismo de aquisição de mais vacinas para que isso não aconteça, nomeadamente da Pfizer e da Janssen. Estamos a fazer um esforço para que se existirem essas falhas aqui ou acolá, pontualmente sejam colmatadas com esta aquisição de vacinas”, disse hoje o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales.
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