Setor da construção cresce 6% em 2019

A produção do setor da construção “revelou um sensível dinamismo” em 2019 e cresceu 6%, face ao ano anterior, segundo a análise de conjuntura da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP).

De acordo com um comunicado enviado às redações, “vários indicadores associados ao andamento da construção evoluíram de forma bastante positiva ao longo de 2019” e prevê-se “que, em termos anuais, [o setor] venha a registar um crescimento real de 6,0% face ao ano anterior, reforçando o andamento positivo dos últimos dois anos”.

O consumo de cimento cresceu mais de 16% nos primeiros dez meses de 2019, indica o documento, que cita ainda os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre o crescimento de 11,7% do indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (investimento) da construção nos primeiros três trimestres do ano e de 8,4% do Valor Acrescentado Bruto no mesmo período, em termos homólogos.

“As avaliações dos empresários do setor, de acordo com as opiniões recolhidas pelo INE através dos Inquéritos Mensais à Atividade, atingiram em 2019 máximos de 17 anos, quer no que diz respeito ao Indicador de Confiança, quer quanto à apreciação sobre a atividade das empresas ou sobre as perspetivas de evolução do emprego e dos preços a praticar no futuro próximo”, lê-se no documento.

As previsões da FEPICOP são de que o segmento da construção de edifícios registe um crescimento de 7,9%, com um acréscimo de 12% na produção de edifícios residenciais e de 3,6% na de edifícios não residenciais.

Também foi registado um aumento de 44% no número de fogos novos licenciados e de 16% na área licenciada para construção de edifícios não residenciais, ambos em 2018 e em termos homólogos, “cuja concretização das respetivas obras durante o ano de 2019 veio a resultar em taxas de crescimento neste ano superiores às do ano anterior”.

Em relação aos edifícios não residenciais, aquela federação estima que o crescimento mais significativo seja registado na sua componente privada (4%), enquanto a sua componente pública deverá evoluir cerca de 3%, em termos anuais.

Já a produção de trabalhos de engenharia civil em 2019 manteve-se com um crescimento assinalável do montante contratado, que era de aproximadamente 30% até ao final de outubro.

Como consequência, diz a FEPICOP, assistiu-se a um decréscimo significativo no número de desempregados oriundos do setor da construção e registados no Instituto do Emprego e Formação Profissional (menos 18% até outubro de 2019).

“Ainda assim, a falta de mão-de-obra qualificada manteve-se como um dos principais obstáculos à atividade das empresas do setor, segundo as respostas dos seus responsáveis aos inquéritos à atividade promovidos pelo INE”, referiu aquela federação.

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