Sevilla FC: como a tecnologia do futebol quebrou um ‘jejum’ de 30 anos

O Sevilla FC esteve sem vencer qualquer troféu mais de 30 anos, e o sucesso recente segundo José Maria Cruz deve-se à aposta do clube em misturar o conhecimento adquirido através de uma rede de scouting extensa, à tecnologia mais recente e aos bons recursos humanos do clube.

4 November 2019; Edward Snowden, President, Freedom of the Press Foundation, on Centre Stage during the opening night of Web Summit 2019 at the Altice Arena in Lisbon, Portugal. Photo by Piaras Ó Mídheach/Web Summit via Sportsfile

José Maria Cruz, presidente-executivo do Sevilla FC, discutiu esta terça-feira na Web Summit os desafios de gerir um clube com mais ambição europeia do que doméstica. O uso da tecnologia é fundamental segundo José Maria Cruz, que à boleia do seu colega de painel Sean O’Connor, fundador da STATsports, realça a importância de recolher todos os dados estatísticos possíveis e imaginários de treinos e de jogos, para conseguir avaliar a performance dos seus atletas e, em última instância, melhorar o desempenho e apontar a títulos.

O uso da tecnologia no futebol é cada vez mais uma constante, e está presente em praticamente todos os clubes das principais ligas europeias, mas ao contrário do que se pensa, nem todos os clubes conseguem interpretar os resultados, principalmente os do treino. “Recolher os dados referentes à distância que os atletas percorrem durante o treino não interessa se depois não soubermos analisar” explica Sean O’Connor. A importância de ter técnicos capazes de transformar os dados em soluções para o plantel torna-se chave no futebol moderno.

O Sevilla FC esteve sem vencer qualquer troféu mais de 30 anos, e o sucesso recente, segundo José Maria Cruz, deve-se à aposta do clube em misturar o conhecimento adquirido através de uma rede de scouting extensa, à tecnologia mais recente e aos bons recursos humanos do clube.

O “mundo” do futebol moderno está em constante evolução, e o uso da tecnologia torna-se indispensável, quando perguntado sobre a competição com os colossos de Espanha, José Maria Cruz explica que “apesar de não termos os mesmos recursos financeiros, temos de nos certificar que utilizamos o que está ao nosso dispor da maneira mais eficaz possível”.

O fundador da STATsport confirma que os seus sistemas de análise do desempenho no treino têm cada vez mais procura e, à boleia do recente sucesso, promete: “vamos continuar a procurar mais soluções que façam sentido para os clubes, quer sejam eles grandes ou não”.

 

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