Shell antecipa fim da venda de veículos a combustão no Reino Unido

A petrolífera Shell considera que o Reino Unido pode proibir a venda de veículos poluentes, que consumam gasolina ou diesel, cinco anos antes do prazo proposto pelo primeiro-ministro Boris Johnson e dois anos antes do prazo admitido pelo secretário britânico dos Transportes, Grant Shapps.

A petrolífera multinacional Shell admite que o Reino Unido vai por fim à venda de veículos a gasolina e diesel em 2030. Esta data antecipa em cinco anos a proibição de venda de veículos com motor a combustão anunciada em fevereiro pelo primeiro-ministro Boris Johnson e reduz em dois anos a meta proposta pelo secretário britânico dos Transportes, Grant Shapps, que também tinha anunciado ser possível concretizar em 2032 a proibição da venda de veículos poluentes na Grã Bretanha. A informação foi divulgada na rede do LinkedIn pelo diretor de operações da petrolífera Royal Dutch Shell, Sinead Lynch, que considera que o Reino Unido poderá encerrar a comercialização de veículos a combustão no prazo de 10 anos, para, desta forma, eliminar todas as emissões poluentes até cerca de 2050, referindo que isso pode ser concretizado se o país promover uma “política de incentivos adequados”.

O governo britânico de Boris Johnson está a desenvolver uma estratégia ambiental que visa a proibição da venda de veículos novos movidos a combustíveis fósseis antes do final da década de 2030, com o objetivo de concretizar uma economia de carbono zero até 2050.

No entanto, as petrolíferas admitem que pode ser acelerada a concretização deste objetivo, antecipando o fim das vendas de veículos poluentes, o que tornará o fim dos carros a gasolina – num futuro próximo – um verdadeiro marco para a indústria global e para toda a atividade económica mundial.

Neste sentido, as maiores petrolíferas da Europa – a Shell, a BP e a Total – já estão a preparar a desaceleração na procura de combustíveis, redirecionando o seu foco industrial para a produção de eletricidade a partir de fontes renováveis.

Segundo Sinead Lynch, a maior parte dos países europeus, incluindo o Reino Unido, terão de retirar os obstáculos atualmente existentes à proibição das vendas de carros com motores a combustão, o que pressupõe a manutenção de incentivos à utilização de veículos elétricos e o reforço dos investimentos em redes de eletricidade para potenciar a sua maior utilização futura.

Recomendadas

Pandemia foi “catastrófica” para sector dos casamentos mas perspetiva é de retoma plena em 2022

Se o sector pensava que em 2021 teria um descanso face ao ano pandémico enganou-se dado que em janeiro do presente ano a economia voltou a ficar suspensa. “Na verdade, entre 2020 e 2021, foram praticamente 18 meses em que esta indústria esteve quase sempre parada, não digo 100% mas 80% em que não se verificou atividade”, refere o diretor-geral da ExpoNoivos.

Brisa selecionada operadora de autoestradas mais sustentável da Europa em 2021

Concessionária escolhida pela terceira vez no “Global Real Estate Sustainability Benchmark” da holandesa GRESB.

Entra hoje em vigor: descida de dois cêntimos no ISP da gasolina e de um cêntimo no ISP do gasóleo

No total, está prevista a devolução de 90 milhões de euros de receita de IVA aos consumidores. A questão agora é saber se as petrolíferas e gasolineiras vão repercutir este alívio no preço dos combustíveis na bomba.
Comentários