Sindicato critica saída de 1.800 trabalhadores e cortes de 25% na massa salarial: “Não é assim que se vai salvar a TAP”

A TAP prepara-se para avançar para o despedimento de “750 tripulantes efetivos, para além dos mais de 1.000 contratos a termo denunciados, o que perfaz uma extinção permanente de mais de 1.800 postos de trabalho”, avançou hoje o SNPVAC, citado pela Lusa.

O presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), Henrique Louro Martins, criticou hoje o despedimento de 1.800 tripulantes na TAP.

“A empresa chamou o sindicato, informou o sindicato do que irá acontecer e em breve entregará o processo de reestruturação em Bruxelas. E depois esperaremos se é aceite, ou se não é aceite. Mas o que aconteceu hoje foi uma tomada de decisão unilateral”, disse Henrique Louro Martins em declarações à SIC Notícias.

O responsável criticou o facto do processo de reestruturação ser decidido em Bruxelas. “A TAP precisa aqui da parte do Estado de uma intervenção financeira, e precisamos também que de uma vez por todas, a TAP deixe de ser intervencionada desde Bruxelas. Porque Bruxelas e que vai decidir qual o âmbito desta reestruturação”.

O sindicato já pediu uma reunião ao ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, para dezembro. Esta reunião com o senhor ministro servira para o sindicato poder de alguma maneira influenciar este processo porque, repare, achamos que não é com despedimentos, não é com reduções salariais que se irá salvar a TAP”.

O SNPVAC avançou hoje aos seus associados que a TAP vai impor uma redução de 25% da massa salarial da empresa, avança hoje a agência Lusa. Com 750 milhões de euros em salários aos cerca de 10.600 trabalhadores, esta é uma redução em cerca de 187,5 milhões de euros.

Está previsto também o “despedimento de 750 tripulantes efetivos, para além dos mais de 1.000 contratos a termo denunciados, o que perfaz uma extinção permanente de mais de 1.800 postos de trabalho”, segundo o SNPVAC, citado pela Lusa.

Como avançou o Jornal Económico na sexta-feira, a administração da TAP suspendeu o regime de lay-off, que atinge os nove mil trabalhadores da empresa, uma decisão que chega duas semanas antes da TAP apresentar em Bruxelas o seu plano de reestruturação, cujo prazo final é 10 de dezembro.

TAP: Plano de reestruturação prevê redução de 25% da massa salarial do grupo

 

 

 

 

 

 

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