Sindicato dos Quadros convida os 145 trabalhadores do Santander a impugnarem o despedimento coletivo

“O Banco Santander começou ontem a notificar os trabalhadores que vão ser abrangidos pelo despedimento coletivo. Segundo foi divulgado na comunicação social o despedimento coletivo abrangerá 145 trabalhadores”, lembra o sindicato liderado por Paulo Gonçalves Marcos.

Cristina Bernardo

O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários, liderado por Paulo Gonçalves Marcos, enviou um comunicado onde convida os 145 trabalhadores abrangidos pelo despedimento coletivo no Santander Totta a partirem para a impugnação judicial.

“O Banco Santander começou ontem a notificar os trabalhadores que vão ser abrangidos pelo despedimento coletivo. Segundo foi divulgado na comunicação social o despedimento coletivo abrangerá 145 trabalhadores”, lembra o sindicato.

O contrato de trabalho dos trabalhadores abrangidos por esta decisão apenas cessará após o decurso do respetivo aviso prévio, o qual, no caso de trabalhadores com antiguidade igual ou superior a 10 anos, é de 75 dias, sendo que, por regra, o Banco fixou a data de cessação de contrato para o dia 14 de janeiro de 2022.

O Sindicato dos Quadros reafirma que se trata de “um despedimento coletivo comprovadamente injusto, sem fundamento e desnecessário”, pelo que se disponibilizará a apoiar “todos os seus associados que pretendam impugnar judicialmente este despedimento coletivo, prestando o necessário apoio jurídico para o devido recurso aos Tribunais, na ação que cada trabalhador terá de intentar”.

“Não desistiremos perante um despedimento coletivo que atinge a dignidade de todos os bancários e afronta gravemente os direitos dos trabalhadores abrangidos”, diz o SNQTB que promete que a próxima batalha será nos Tribunais.

Santander Totta tenta reduzir o número dos despedimentos unilaterais até janeiro

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