Sindicato volta a exigir nacionalização da Efacec para por empresa “ao serviço do país”

“Todo o país concorda que a Efacec é uma empresa estratégica, altamente tecnológica e essencial para Portugal. Exigimos que o Governo proceda ao controlo público do grupo Efacec e à sua integração no setor empresarial do Estado”, sustenta o sindicato num comunicado distribuído hoje aos trabalhadores da empresa.

O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras e Energia (Site-Norte) voltou hoje a exigir a nacionalização da Efacec, para por a empresa “ao serviço do país”, e a garantia pelo Governo da manutenção dos postos de trabalho.

“Todo o país concorda que a Efacec é uma empresa estratégica, altamente tecnológica e essencial para Portugal. Exigimos que o Governo proceda ao controlo público do grupo Efacec e à sua integração no setor empresarial do Estado”, sustenta o sindicato num comunicado distribuído hoje aos trabalhadores da empresa.

Para o Site-Norte, tal como já defendeu numa reunião em 30 de janeiro passado com os secretários de Estado da Economia e do Trabalho, “a empresa deve ser posta ao serviço do país”.

No documento, o Site-Norte defende ainda, “nesta altura de pandemia em que o primeiro-ministro tanto fala na manutenção de postos de trabalho”, que o Governo “se lembre da Efacec e faça as devidas diligências para que os despedimentos, a precariedade e a degradação dos direitos dos trabalhadores deixem de existir e a ACT [Autoridade para as Condições do Trabalho] cumpra o seu papel fiscalizador”.

“A Efacec são os seus trabalhadores e é o seu ‘know-how’ [conhecimentos] que faz com que a empresa seja reconhecida internacionalmente”, sustenta, defendendo que “o futuro tem de passar pela reintegração dos trabalhadores qualificados que foram sendo despedidos e pela captação dos quadros intermédios e superiores que possuem elevadas competências técnicas, que conhecem o negócio, que sabem o que é a Efacec e que saíram nos últimos quatro anos”.

Numa reunião realizada na passada sexta-feira com a administração da Efacec para dar “voz às preocupações dos trabalhadores face às constantes notícias e à prorrogação do ‘lay-off’ pelo terceiro mês consecutivo”, o sindicato diz ter reiterado a rejeição do recurso a este instrumento.

Isto porque, sustenta, “a administração se recusa a negociar alternativas que combatam a perda de salários e rendimentos dos trabalhadores” e porque considera “inaceitável que a Efacec, ao mesmo tempo que recorre ao ‘lay-off’ simplificado, subcontrate empresas externas para realizarem as funções de quem está em ‘lay-off’ e recorra às horas extra”.

Já anteriormente denunciada pelo Site-Norte, esta situação “continua a verificar-se e até aumentou”, segundo o sindicato.

Para a estrutura sindical, “está na hora da Efacec assumir o seu papel de empresa socialmente responsável, como a administração anuncia em todo o lado, garantindo a segurança e os salários dos seus trabalhadores”.

“Não podem ser os trabalhadores e as suas famílias a pagar por mais esta crise, num momento em que as suas despesas se mantiveram ou até aumentaram e os seus rendimentos sofreram uma drástica redução, colocando as suas famílias em sérias dificuldades”, argumenta.

Segundo o sindicato, dos 11 delegados sindicais existentes na Efacec, “10 estão em ‘lay-off’ e um está com um processo disciplinar que visa ao seu despedimento, porque questionou, juntamente com outros trabalhadores, a falta de EPI [Equipamentos de Proteção Individual] de combate à covid-19, mas todos, sem exceção, continuam a exercer a sua atividade sindical porque os direitos e a defesa dos trabalhadores não estão em ‘lay-off’.

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