Siza Vieira: “A estrela do debate foi o excedente projetado”

O ministro da Economia traçou o retrato da evolução positiva da economia portuguesa nos últimos cinco anos e sublinhou que finanças públicas “sólidas” são uma “condição necessária ao desenvolvimento”.

O ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira, intervém durante a sua audição perante a Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, no âmbito das audiências sobre o Orçamento do Estado (OE) para 2018, na Assembleia da República, em Lisboa, 16 de novembro de 2017. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O ministro da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, encerrou o debate na generalidade sobre o Orçamento do Estado para 2020 (OE2020) salientando que o primeiro orçamento a ser votado nesta legislatura “assinala um novo ciclo na vida do país”.

“Ao longo de quatro orçamentos foi possível transformar profundamente a perspetiva que os portugueses e o mundo têm sobre Portugal. Há quatro anos as questões que angustiavam as bancadas à direita prendiam-se com o irrealismo, hoje centram-se no que consideram ser o objetivo crescimento económico”, disse.

O ministro da Economia traçou o retrato da evolução positiva da economia portuguesa nos últimos cinco anos e sublinhou que finanças públicas “sólidas” são uma “condição necessária ao desenvolvimento”.

“A estrela do debate foi o excedente projetado. É justo, um excedente é inédito na nossa democracia”, frisou o ministro da tutela a quem coube o encerramento do debate de dois dias. “O mais interessante é o modo como o excedente estimulou a imaginação de alguns deputados”.

“Ninguém referiu como virtuoso aquele que é o verdadeiro destino do excedente: a redução da dívida publica. O excedente previsto é consequência de economia em expansão”, acrescentou, defendendo que a “redução da dívida pública não é incompatível com ganhos da legislatura anterior e conquistas adicionais”.

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