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“Socialista clássico venceu contra tudo e todos o radical Ventura”. Imprensa internacional destaca vitória de Seguro

António José Seguro venceu a primeira volta das Presidenciais e vai disputar com André Ventura a corrida a Belém, a 8 de fevereiro. Lá por fora, a imprensa olha para o candidato independente como um “político moderado” que inicialmente não contava com apoios dentro do próprio PS e realçam “a mudança radical no país com um candidato populista de direita” na luta pela Presidência pela primeira vez numa segunda volta.
José Coelho/Lusa
19 Janeiro 2026, 11h24

A vitória de António José Seguro na primeira volta das Eleições Presidenciais não passou despercebida à imprensa internacional. Desde logo o “El Mundo” destaca que esta “foi uma vitória contra todas as expetativas e quase contra todos”, enquanto o “El País” indica que no próximo dia 8 de fevereiro, “os portugueses terão de escolher entre um socialista clássico que fez  uma campanha baseada na moderação ou o radical Ventura”.

A imprensa espanhola indica que estes resultados confirmam “a mudança radical no país vizinho, com um candidato populista de direita a disputar a presidência numa segunda volta pela primeira vez, realçando a derrota do candidato de centro-direita, Luís Marques Mendes, apoiado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.

O facto desta corrida a Belém necessitar de uma segunda volta desde 1986 é vista pela “Reuters”, como um sinal de “fragmentação do panorama político com a ascensão da extrema-direita e o descontentamento dos eleitores com os partidos tradicionais”.

Também o “The Guardian” destaca a vitória do “socialista moderado” António José Seguro, contra André Ventura, num sinal “da ascensão da extrema-direita” na Europa, que tem influenciado as políticas governamentais, principalmente em relação à imigração.

Em França, o “Le Monde” diz que “o socialista António José Seguro vence a primeira volta contra candidato de extrema-direita” e que a 8 de fevereiro, Portugal vai escolher quem sucede ao “conservador” Marcelo Rebelo de Sousa, que liderou o país nos últimos 10 anos.

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