Sócrates não vai à comissão de inquérito da CGD. Ex-primeiro-ministro só aceita responder por escrito

Numa reunião de coordenadores da comissão, o BE propôs que Sócrates pudesse responder por escrito, não sendo necessária a sua presença, algo que o PSD não aceitou, sendo os sociais-democratas continuaram a insistir na presença do antigo primeiro-ministro no Parlamento.

O Bloco de Esquerda pediu e os outros partidos assinaram por baixo, mas a presença de José Sócrates na comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósito não foi aceite pelo ex-primeiro-ministro. A TSF diz que o nome do ex-governante era um dos mais esperados.

Numa reunião de coordenadores da comissão, o BE propôs que Sócrates pudesse responder por escrito, não sendo necessária a sua presença, algo que o PSD não aceitou, sendo os sociais-democratas continuaram a insistir na presença do antigo primeiro-ministro no Parlamento.

Apesar de estes dois partidos não terem chegado a um consenso, o convite seguiu para a morada disponibilizada por José Sócrates. A resposta do ex-governante foi negativa em relação à comparência no Parlamento. Luís Leite Ramos, presidente da comissão, informou esta quarta-feira que José Sócrates se recusa a ser ouvido, aceitando apenas responder por escrito às perguntas dos deputados, sendo um direito seu.

De acordo com o Regime Jurídico dos Inquéritos Parlamentares, “gozam da prerrogativa de depor por escrito, se o preferirem, o Presidente da República, os ex-presidentes da República, o Presidente da Assembleia da República, os ex-presidentes da Assembleia da República, o primeiro-ministro e os ex-primeiros-ministros”, como é o caso de Sócrates.

O ex-primeiro-ministro recorreu a esse regime para responder à comissão parlamentar de inquérito sobre o pagamento de rendas excessivas aos produtores de eletricidade.

O Partido Socialista sugeriu, também esta quarta-feira, que a ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, também respondesse às questões dos partidos por escrito. A própria recusou a proposta do PS, mostrando-se disposta a estar presente na segunda comissão de inquérito que irá analisar a recapitalização da CGD.

Recomendadas

Dados da ‘fintech’ do grupo Alibaba vão ser integrados no banco central chinês

A imprensa chinesa informou anteriormente que muitos dos utilizadores do serviço de pagamento receberam um aviso através da aplicação móvel, instando-os a aceitar os novos termos de utilizador, que incluem partilhar as suas informações de crédito com o Banco Popular da China (banco central).

Bancos do sul da Europa mais expostos a empresas com riscos devido a alterações climáticas

O Banco Central Europeu (BCE) advertiu hoje que os bancos dos países do sul da Europa, como a Grécia, Chipre, Portugal, Espanha e Malta, estão mais expostos a empresas com riscos mais elevados devido às alterações climáticas.

Caixa não pode “descurar o rigor” nem cometer “erros” após boas notícias, diz Paulo Macedo

“Se a Caixa se mantiver competitiva, se a Caixa assegurar uma boa ‘governance’, se a Caixa mantiver um rigor de crédito e melhorar as suas práticas e cada vez tiver mais próxima do cliente, se não fizer o oposto disto, eu acho que apesar do negócio bancário estar muito difícil, e dos proveitos ‘core’ bancários preverem-se estar estagnados, a Caixa tem uma boa base para prosseguir o seu caminho”, disse o CEO da CGD.
Comentários