Sonae compra a totalidade da marca Salsa

A fabricante de moda denin já era detida pelo grupo em 50% desde maio de 2016. O negócio já há vários meses que estava na calha. A Salsa registou no ano passado um volume de negócios de cerca de 200 milhões de euros.

A Sonae SGPS anunciou que acaba de adquirir os restantes 50% da Salsa, marca portuguesa de jeans, passando assim a controlar a totalidade da empresa, cujos primeiros 50% tinha comprado à família Vila Nova em maio de 2016. Tal como o JE avançara em finais de setembro do ano passado, a Sonae passa assim a deter a totalidade de uma empresa cuja gestão já tinha passado na totalidade para o seu controlo.

“A Sonae SGPS informa que a Wonder Investments SGPS comunicou ter exercido o direito contratual de venda à Sonae Fashion de 50% da IVN – Serviços Partilhados, sociedade que comercializa sob a marca ‘Salsa’, cuja concretização está condicionada à não oposição da Autoridade da Concorrência”, refere o grupo em comunicado enviado à CMVM.

Criada em 1994, a Salsa “é uma marca portuguesa de jeanswear de renome internacional, reconhecida pelo desenvolvimento de produtos inovadores e pelo seu espírito empreendedor. Sendo uma empresa verdadeiramente internacional, os seus produtos podem ser encontrados em mais de 35 países e mais de 60% do seu volume de negócios tem origem em mercados internacionais”.

Em 2019, a empresa registou vendas a clientes finais superiores a 200 milhões de euros, “obtendo níveis assinaláveis de rentabilidade e de geração de cash flow. Com esta transação, e na sequência da aquisição de 50% do capital ocorrida em 2016, a Sonae passa a deter a totalidade do capital da empresa”, conclui o comunicado.

A nomeação, no início do ano passado, de José António Ramos para CEO da Salsa foi o penúltimo passo para a Sonae assumir o controlo total da marca portuguesa de denim. Filipe Vila Nova foi um dos três fundadores da Salsa. Em 2008, a família decidiu separar-se: Filipe comprou as posições dos irmãos e estes, Beatriz e António, ressuscitaram a Tiffosi. “Não tínhamos dimensão nem músculo financeiro para nos internacionalizarmos ao ritmo que ambicionamos”, afirmou Filipe Vila Nova em 2016, explicando as razões para ter estabelecido a parceria com a Sonae com a venda de metade da  Salsa.

O novo CEO da Salsa afirmava há alguns meses que pretendia fechar o ano em curso com um volume de negócios de 220 milhões de euros – o que acabou por não se verificar, dos quais 15% feito com vendas online. Nesta área da moda, a Sonae (de cujo portefólio constam marcas como a Zippy, Mo e Deeply, além da Salsa) atingiu no ano passado um volume de negócios próximo dos 395 milhões de euros, um aumento em termos homólogos de 4,9%.

O EBITDA subjacente também seguiu uma tendência positiva, melhorando 5,8 milhões de euros em termos homólogos, atingindo 41,4 milhões no final de 2019, com uma margem de 10,5%, mais 1 ponto percentual face a 2018.

“Vale a pena realçar o desempenho da operação online, que continua a mostrar fortes taxas de crescimento em todas as marcas, tendo aumentado 32%”, referia o grupo em comunicado enviado à CMVM a quando da apresentação dos resultados.

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