Startup médica portuguesa fecha primeiros contratos internacionais

Atualmente, a startup tem perto de 100 mil utilizadores únicos em Portugal e está presente nos principais grupos hospitalares privados, como Luz Saúde, José de Mello Saúde e Lusíadas.

DR/ Eduardo Freire Rodrigues

A startup portuguesa UpHill, criada por Eduardo Freire Rodrigues, começou a dar os primeiros passos fora das fronteiras portuguesas e fechou contratos em países como a Grécia, Noruega, Países Baixos e Suécia. Atualmente, a startup tem perto de 100 mil utilizadores únicos em Portugal e está presente nos principais grupos hospitalares privados, como Luz Saúde, José de Mello Saúde e Lusíadas.

Além de ter várias farmacêuticas na carteira de clientes em Portugal, a tecnológica portuguesa também está a apoiar empresas multinacionais na investigação e formação de doenças raras ou doenças com alta taxa de prevalência, como a insuficiência cardíaca, em hospitais dos quatros países europeus com os quais conseguiu contrato.

“No último ano, a UpHill solidificou a presença em Portugal, alargou a oferta de produtos que disponibiliza para facilitar a atualização dos profissionais de saúde, aumentou a carteira de clientes e quintuplicou as receitas, comparativamente a 2018”, afirmou Eduardo Freire Rodrigues, cofundador e CEO da UpHill.

“Além de consolidar a presença no mercado português, escalar o negócio para outras geografias era algo que ambicionávamos e, agora que estão fechados os primeiros contratos internacionais, estamos focados em dar continuidade a este trabalho de expansão em países como a Alemanha, Espanha, França ou o Reino Unido, que são aqueles em que existem mais profissionais de saúde e maior número de doenças em termos absolutos”, refere o CEO.

Atualmente e com os novos projetos, as exportações representam 25% das receitas da empresa. No ano passado, em entrevista ao Jornal Económico, Eduardo Freire Rodrigues já tinha admitido a expansão para alguns países europeus, nomeadamente Espanha e Países Baixos, devido à procura que a tecnologia utilizada estava a ter.

Em março do ano passado, a UpHill conseguiu reunir, numa ronda de investimento, perto de 600 mil euros, tendo esta ronda sido liderada pelo grupo Luz Saúde, Busy Angels (agora Bynd Venture Capital) e Caixa Capital.

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“Nós não acreditamos que o conhecimento possa ser transmitido. O conhecimento aprende-se fazendo, e por isso temos como base de aprendizagem simulações clínicas”, garante Eduardo Freire Rodrigues, CEO da UpHill.

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