Startup portuguesa impactMarket cria plataforma de doações em blockchain

Em oito meses, houve doações de seiscentos mil dólares a «mais de quinze mil beneficiários de dez países», diz Marco Barbosa, um dos criadores da empresa.

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O objetivo é «acabar com a pobreza extrema no mundo até 2030». A meta é ambiciosa e não será nada fácil de atingir em nove anos, mas os criadores da impactMarket acreditam que vão mesmo conseguir ajudar «setecentas milhões de pessoas que vivem com menos de 1,9 dólares por dia».

Para isso, a impactMarket (que tem versão em app para Android/iOS e um site) aposta na tecnologia blockchain para «promover o rendimento básico incondicional» (UBI) – aliás, os fundadores garantem que a empresa já tem o maior sistema do mundo, com este conceito.

Até agora (e em oito meses) já houve doações de seiscentos mil dólares a «mais de quinze mil beneficiários de dez países», diz Marco Barbosa, um dos criadores desta plataforma, que explica como tudo funciona.

«O nosso sistema em blockchain gere contratos de UBI e distribui o dinheiro disponível pelas pessoas inscritas nas comunidades, garantindo uma base de rendimento que lhes permite o acesso a recursos básicos para que subsistam e invistam o seu tempo na procura de trabalho para melhores condições, o que tem impacto direto na economia mundial».

Doações podem ser levantadas em criptomoedas
Para fazer uma doação, basta entrar na app da impactMarket (e em breve, no site) e escolher o montante a transferir, que não tem limite de valor. Depois, os beneficiários das comunidades que a startup apoia, têm acesso aos montantes.

«Através de um telemóvel com acesso à Internet, na ewallet de criptomoeda, e na moeda local, os beneficiários conseguem fazer o levantamento do montante em casas de câmbio ou, nos locais que aceitem criptomoedas, fazer pagamentos», conclui Marco Barbosa.

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