Plataforma imobiliária cobra comissão fixa por vender casas

A Sherlock fundada em Lisboa no ano passado por quatro britânicos tem planos para ganhar 5% do mercado e poupar à volta de 35 milhões de euros anuais para os vendedores em Portugal.

A startup Sherlock lançou oficialmente esta quarta-feira a sua plataforma imobiliária em Portugal, que permite uma avaliação instantânea das habitações para vendedores. Em comunicado, a empresa que foi fundada em Portugal no ano de 2018 por quatro britânicos pretende gerir 5% do mercado e poupar à volta de 35 milhões de euros anuais para os vendedores em Portugal.

Nos próximos meses, a Sherlock irá lançar funções tecnológicas para que o processo de venda ou compra de propriedade seja mais simples e acessível. A empresa pretende retirar a comissão baseada em percentagem até ao momento, o padrão neste setor, cobrando uma taxa baixa fixa de 3.999 euros.

Em Lisboa, a startup poupa aos vendedores cerca de 12 mil euros num preço médio por apartamento de 260 mil euros, comparando com agentes que, normalmente, cobram 5% mais de IVA resultante de 15.990 euros de comissão pelo mesmo.

A empresa permite que assim os vendedores possam poupar um total de até dois milhões de euros, baseado em mais de 60 propriedades, com o valor total de mercado de 32 milhões de euros. Com a ideia de gerir 5% das transações do mercado imobiliário português nos próximos três anos, a Sherlock assume ter “potencial para poupar aos clientes mais de 35 milhões em comissões anualmente”.

Fundada por Chris Wood, James Coop, Philip Ilic e Tariq El Asad, a empresa conta com mais de 60 propriedades pela Grande Lisboa e já vendeu propriedades em São Bento, Almada, Costa da Caparica, Algés, Laranjeiras, Estefânia, entre outros e tem o objetivo de alargar o mercado para o Porto, Cascais e Algarve até do final do ano.

Chris Wood refere que “este novo modelo de agência imobiliária baseado em tecnologia está a conquistar o mundo e irá trazer muitos benefícios: preços mais baixos e um nível muito mais elevado em satisfação de cliente”.

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