O Banco de Portugal divulgou hoje as estatísticas de empréstimos e depósitos bancários de empresas e particulares atualizadas para dezembro de 2025.
Uma das conclusões mais relevantes no que toca aos dados do stock do crédito, é que em 2025, os empréstimos a particulares para habitação cresceram 10,2% o que é a maior subida em final de ano observada desde 2005.
O montante total de empréstimos para habitação era de 111,0 mil milhões de euros no fim do ano, mais 9,7 mil milhões do que em dezembro de 2024.
No final de 2025, o montante total de empréstimos concedidos pelos bancos a particulares era de 144,8 mil milhões de euros, mais 12,0 mil milhões de euros do que no final de 2024. A taxa de variação anual – calculada apenas com base no montante das transações (concessão e amortização/reembolso de empréstimos e depósitos), desconsiderando outros efeitos (por exemplo, cambiais) – foi de 9,6% (4,2% no final de 2024). Trata-se do maior crescimento em final de ano observado desde 2007 (10,2%).
Os empréstimos ao consumo atingiram 21,2 mil milhões de euros, mais 1,1 mil milhões do que no final de 2024. Estes empréstimos aumentaram 7,3% em 2025, menos do que em 2024 (7,5%).
Quando se olha para o crédito a empresas, o montante de empréstimos concedidos pelos bancos era de 74,2 mil milhões de euros, no final de 2025, mais 2,0 mil milhões de euros do que no final de 2024. A taxa de variação anual foi de 3,6%, o que é também o maior crescimento em final de ano observado desde 2021 (4,2%).
As microempresas mantiveram uma taxa de variação anual positiva, de 13,9% (7,2% em dezembro de 2024), e as médias uma taxa negativa de -2,0% (-5,2% em dezembro de 2024), salienta o banco central.
Nas restantes dimensões, ocorreu uma inversão: as pequenas apresentaram uma taxa de variação anual de 4,0% (-1,3% em dezembro de 2024), e as grandes de -3,6% (0,3% em dezembro de 2024), acrescenta.
No crédito ao setor da construção e atividades imobiliárias, o crescimento foi de 8,4%, acima dos 5,5% registados no ano anterior.
Já nos setores do comércio, transportes e alojamento, a taxa de variação anual passou a ser positiva, situando-se em 3% (-1,6% em dezembro de 2024).
Por sua vez o crédito ao alojamento e restauração e o crédito ao comércio passaram, respetivamente, de taxas de variação anual de 0,9% para 4,7% e de -1,0% para 4,8%.
No crédito aos transportes e armazenagem, os empréstimos concedidos às empresas recuaram 4,6%, o que traduz uma queda inferior à registada em dezembro de 2024, de 6,7%.
Por fim o setor das indústrias e eletricidade apresentou uma taxa de variação anual de -1,3%, idêntica à do final de 2024.
O Banco de Portugal divulga amanhã os dados relativos à garantia publica do crédito à habitação e a 4 de fevereiro revela as novas operações.
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