A subida dos preços das casas tem vindo a anular as medidas adotadas pelo Governo para facilitar a compra de casa, sobretudo por parte dos jovens, de acordo com um estudo do ISCTE-IUL citado pelo jornal “Público” esta segunda-feira.
De acordo com este estudo, medidas como a isenção do IMT e de imposto do selo na compra da primeira casa por jovens até aos 35 anos estão a perder efeito, tendo em conta a notória aceleração dos preços da habitação.
Assim, o estudo do ISCTE-IUL conclui que a poupança fiscal que as medidas do Governo pressupõem acaba por ser anulada e absorvida pela subida dos preços das casas
Os preços das casas em Portugal continuaram a subir em novembro de 2025, atingindo novos máximos históricos, com um aumento anual de 7,8% para o preço mediano nacional (3.000 €/m²), liderados por Lisboa, que registou 5.914 €/m², num cenário de forte valorização impulsionada por procura alta, poder de compra e apoios governamentais.
Com o objetivo de aliviar os encargos fiscais associados à compra de habitação, entrou em vigor, a 1 de agosto de 2024, uma nova medida que isenta os jovens até aos 35 anos do pagamento do IMT (Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis) e do Imposto do Selo na compra da sua primeira habitação própria e permanente.
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