Sucursal em Portugal da UCI securitiza crédito hipotecário residencial no valor de 385 milhões

É a primeira securitização de crédito hipotecário residencial em Portugal desde 2008. O ativo do fundo é constituído por 385 milhões de euros de créditos hipotecários gerados entre 2009 e 2019 referentes a 4.000 famílias com um Current LTV (loan-to-value) de 60,6%. Os créditos desta operação estão concentrados em Lisboa (55,4%).

A sucursal em Portugal da UCI, Unión de Créditos Inmobiliarios, que é uma Joint Venture participada em 50% pelo Grupo BNP Paribas e Banco Santander, colocou o seu primeiro fundo de securitização em Portugal com um montante de 385 milhões de euros sob a designação RMBS Green Belém 1.

Com esta operação a Unión de Créditos Inmobiliarios EFC (UCI) volta a abrir o mercado de Residential Mortgage Backed Securities (RMBS), nesta ocasião através da sua Sucursal em Portugal.

Trata-se da primeira securitização de crédito hipotecário residencial em Portugal desde 2008.  O ativo do fundo é constituído por 385 milhões de euros de créditos hipotecários gerados entre 2009 e 2019 referentes a 4.000 famílias com um Current LTV (loan-to-value) de 60,6%. Os créditos desta operação estão concentrados em Lisboa (55,4%).

“A primeira operação portuguesa da entidade financeira foi realizada de acordo com os princípios de regulamentação STS (Simple, Transparent and Standardised)”, diz a UCI em comunicado.

“Além disso, trata-se do primeiro fundo da entidade que ostenta a certificação verde de Sustainalytics, revelador do compromisso da entidade em colaborar, através do financiamento na Peninsula Ibérica, na descarbonização do parque habitacional, na melhoria da eficiência energética da habitação e num futuro mais sustentável”, refere a União de Créditos Imobiliários em comunicado. A UCI assegura que “está comprometida com os princípios de Energy Efficient Mortgages Initiative (EEMI) da European Mortgage Federation, participando como entidade piloto no referido projeto”.

Da mesma forma que nas anteriores operações da entidade, esta operação inclui uma opção da UCI de cancelamento no final do quinto ano, duração inicialmente prevista da operação.

“A estruturação da operação alcançou um elevado nível de eficiência, tanto a nível de cash-out (liquidez percebida) tanto nos baixos níveis de melhoria creditícia, 15%, graças à excelente qualidade creditícia da carteira da UCI Portugal e à eficiente estruturação”, acrescenta o comunicado.

As agências de rating, DBRS Ratings e Fitch Ratings, atribuíram à RMBS Green Belém 1 o máximo nivel possível em Portugal, para este tipo de operações, 6 níveis acima do rating soberano, AA high/AA respectivamente.

Philippe Laporte, COO da UCI, assinala no comunicado que “ter alcançado um novo fundo de securitização num contexto tão desafiante como o atual e com a complexidade dos requisitos regulatórios, é um sucesso para a empresa”.

Desde 2015, quando reabriu o mercado de RMBS em Espanha através do programa Prado, a UCI emitiu mais de 2.000 milhões de euros em títulos de securitização da máxima qualidade.

A UCI está presente em Portugal, Grécia e Brasil (em parceria com o Grupo Provincia).

A UCI é um dos 14 bancos que a Autoridade da Concorrência (AdC) condenou ao pagamento de coimas no valor global de 225 milhões de euros por prática concertada de troca de informação comercial sensível, durante um período de mais de dez anos, entre 2002 e 2013, em setembro do ano passado.

 

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