A TAP Air Portugal é a segunda companhia aérea mais barata da Europa, segundo o novo ranking divulgado pela AirAdvisor, plataforma global de apoio aos consumidores do setor aéreo, relativo ao ano de 2024.
A mais barata da Europa é a húngara Wizz Air (W6). Com sede em Budapeste é uma transportadora de baixo custo e a maior companhia aérea da Hungria. Mantém o lugar no ranking face a 2023.
O resultado da TAP é que representa um salto notável de sete posições em relação a 2023, quando a transportadora portuguesa ocupava o 9.º lugar no índice.
Atualmente, a TAP apresenta um custo de 0,0713 euros por assento-quilómetro disponível (RASK), o que a posiciona no topo do levantamento das 10 companhias aéreas mais acessíveis do continente.
De acordo com o CEO da AirAdvisor, Anton Radchenko, o desempenho da TAP Air Portugal em 2025 sublinha um avanço significativo na política de preços e acessibilidade da companhia, tornando-a uma das opções competitivas para os viajantes na Europa.
“Embora o RASK da TAP tenha diminuído ano após ano, a sua subida no ranking deve-se mais ao facto de outras companhias aéreas se terem tornado mais caras do que qualquer outra coisa”, sublinha.
Segundo o especialista em Direito Aeronáutico, o site da TAP tem secções úteis para viajantes que procuram descontos, nomeadamente as secções de melhores ofertas e promoções. “Estas são ótimas para inspirar viagens que se adequam ao seu orçamento e são sempre baseadas no seu país ou cidade de partida”.
“O primeiro lugar no pódio de acessibilidade pertence à Wizz Air, que demonstra uma larga vantagem sobre as concorrentes. Com um RASK de apenas 0,0417 euros, a companhia aérea húngara tem as tarifas mais acessíveis da Europa”, refere o comunicado da AirAdvisor.
A transportadora nórdica, SAS (Scandinavian Airlines) ocupa a terceira colocação, com um custo de 0,075 euros por assento a cada quilómetro voado, ficando ligeiramente atrás da TAP.
Em último lugar num ranking de 11 companhias estão a Air France e a Ryanair, ambas com um custo de 0,0843 euros por assento a cada quilómetro voado. Portanto são as mais caras.
Realizado com base no RASK, uma métrica do setor que revela o custo real que os passageiros acabam por pagar, incluindo receitas de bilhetes e taxas adicionais, o novo estudo da AirAdvisor tem como objetivo ajudar os consumidores europeus a evitar falsas ofertas e a garantir opções realmente baratas durante o período da Black Friday, quando há picos de compra de bilhetes de avião.
Segundo o CEO da AirAdvisor, líder em direitos e indemnizações para passageiros, Anton Radchenko, com as tarifas ainda em alta e os orçamentos familiares sob pressão, a Black Friday está entre as melhores épocas do ano para viajar mais barato, mas também a mais arriscada se o consumidor ignorar as letras miúdas. “O nosso estudo oferece aos compradores a única métrica que não pode ser manipulada, ou seja, quanto dinheiro as companhias aéreas realmente cobram dos passageiros”, explica.
Ele pontua que os resultados do ranking das 10 Companhias Aéreas Mais Baratas da Europa para 2025 podem surpreender os viajantes frequentes porque várias companhias aéreas de serviço completo, como a TAP e a SAS, superam marcas de baixo custo em termos de acessibilidade real.
Um dos exemplos está na Ryanair que, apesar das tarifas anunciadas ultra-baratas, está em último lugar devido à fixação de preços com muitas vendas adicionais.
“Os voos da Black Friday podem parecer baratos no ecrã, mas quando são adicionadas as taxas de bagagem, assento e sobretaxas de pagamento, o preço pode duplicar. Um bilhete de 9 euros pode rapidamente transformar-se em 90 euros ao adicionar uma bagagem de mão, um lugar sentado ou a possibilidade de se sentar com a família”, alerta Anton Radchenko. Para ele, o RASK expõe a realidade por detrás do marketing, quem é realmente barato e quem apenas finge ser.
O CEO da AirAdvisor, Anton Radchenko, diz ainda que se o voo Black Friday for interrompido, o Regulamento UE 261/2004 pode dar ao viajante o direito a uma compensação fixa de 250 euros a 600 euros, com base na distância no voo, por atrasos de chegada de 3 horas ou mais, cancelamentos ou embarque negado, exceto em circunstâncias extraordinárias. O passageiro tem ainda direito a assistência, como refeições, bebidas e, quando necessário, alojamento em hotel.
Ele explica ainda que se a bagagem de porão for perdida, danificada ou atrasada, a Convenção de Montreal estabelece a responsabilidade da companhia aérea até 1.900 euros por passageiro, com reembolso para compras necessárias enquanto espera.
Quando esses casos acontecem, o especialista diz que o consumidor precisa agir rapidamente e apresentar um Relatório de Irregularidade de Propriedade (PIR) no aeroporto. Além disso, é importante enviar uma reclamação por escrito no prazo de sete dias para bagagem danificada ou no prazo de 21 dias para bagagem atrasada, a contar do dia em que a bagagem é entregue.
O viajante pode reclamar diretamente com a companhia aérea utilizando as regras mencionadas ou utilizar uma ferramenta online gratuita, como a desenvolvida pela AirAdvisor, para agilizar e acelerar o processo.
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