TAP vai receber 447 milhões do empréstimo estatal até ao final de 2020

Até ao momento, foram pagos 499 milhões de euros pelos cofres públicos à TAP e o restante valor dos empréstimo inicial de 946 milhões será pago até ao final deste ano.

A TAP vai receber 450 milhões do empréstimo estatal até ao final de dezembro deste ano. Este valor representa o valor restante do empréstimo do Estado à companhia aérea no valor total de 946 milhões de euros e que pode atingir os 1.200 milhões se as condições financeiras da transportadora piorarem.

Até ao momento, foram pagos 499 milhões de euros pelo erário público à TAP: uma primeira tranche de 250 milhões a 17 de julho, uma segunda de 224 milhões a 31 de julho e uma terceira de 25 milhões a 31 de agosto.

As próximas quatro tranches serão agora pagas mensalmente: 30 de setembro, 30 de outubro, 30 de novembro e no final de dezembro, adiantou hoje a TAP, que sublinhou que o empréstimo está sujeito ao pagamento de juros, e “sujeito ao cumprimento de relevantes condições”, decorrentes do acordo alcançado com o Estado.

Apesar do Governo já ter dito que existem 254 milhões de euros de reserva para injetar na TAP, se necessário, a TAP esclareceu hoje que o “Estado português não está obrigado a tornar disponível esta verba”.

A TAP também agora tem até ao dia 10 de dezembro para apresentar o seu plano de reestruturação junto da Comissão Europeia. Este plano vai ter de passar pelo crivo de Bruxelas e vai ditar o futuro da companhia aérea portuguesa no curto e médio prazo.

A transportadora aérea apresentou prejuízos de 582 milhões de euros no primeiro semestre, anunciou a empresa na segunda-feira, tendo registado uma diminuição de 62% no número de passageiros transportados durante os primeiros seis meses do ano.

TAP adia chegada de 15 Airbus para poupar 850 milhões de euros

A TAP renegociou com a Airbus a data de entrega de 27 novos aviões, o que vai permitir à companhia aérea portuguesa receber mais tarde as novas aeronaves.

Os novos aviões da transportadora aérea deveriam ser recebidos até 2025, mas com o novo calendário vão ser recebidos durante o espaço de mais dois anos, até 2027.

foi renegociada com a Airbus o diferimento das datas de entrega de 13 aeronaves A320neo de 2012-2022 para 2025-2027 e do diferimento da data de entrega dos A330neo de 2022 para 2024″, aponta a empresa.

A TAP aponta que o “acordo já alcançado com a Airbus” vai alterar os “contratos de aquisição de
aeronaves das famílias A320neo e A330neo”, o que vai permitir reduzir o CAPEX (investimento) em 2020-2022 no valor de cerca de mil milhões de dólares (856 milhões de euros) “por forma a alcançar um melhor alinhamento com o atual momento de mercado e as perspetivas para os próximos 18-24 meses”.

Nos A320neo, o acordo alcançado pela Airbus vai permitir diminuir o número de aeronaves a entregar em 2020, “adiando algumas entregas para 2021”. A empresa aponta também que o acordo “permitiu adiar a maioria das entregas originalmente previstas para 2021 e 2022 para o período entre 2025 e 2027”.

Já em relação aos A330neo, a TAP conseguiu o adiamento para 2024 das duas aeronaves “com entrega originalmente prevista para 2022, garantindo a TAP Air Portugal a possibilidade de troca destas aeronaves por outros modelos, a avaliar em função da retoma de mercado e necessidades da TAP Air Portugal na altura”.

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A companhia aérea espera assim poupar 856 milhões de euros de investimento entre 2020 e 2022 com o adiamento de entrada em operação dos novos aviões, justificando este adiamento com o “atual momento do mercado” devido à pandemia da Covid-19.

Número de passageiros transportados pela TAP diminuiu 62% no primeiro semestre

“A TAP atuou com agilidade e rapidez aos primeiros sinais de impacto da pandemia, adequando a capacidade ao novo cenário de procura e minimizando assim os custos operacionais com o objetivo de preservação de caixa”, comentou a companhia, no documento em que demonstrou um prejuízo de 582 milhões de euros no primeiro semestre.

TAP: Plano de reestruturação será apresentado a Bruxelas até 10 de dezembro

O plano visa “assegurar a sustentabilidade e rentabilidade da TAP, através de um adequado planeamento de rotas e frota, da adaptação do produto TAP à realidade atual e pós Covid-19, e do aumento da eficácia e da eficiência dos serviços centrais e das unidades do Grupo TAP”, refere a companhia, que registou um prejuízo de 582 milhões de euros no primeiro semestre.

TAP apresenta prejuízo de 582 milhões de euros no primeiro semestre

Um resultado líquido negativo de 582 milhões de euros no primeiro semestre de 2020 é a primeira informação da TAP S.A. que o CEO interino, Ramiro Sequeira, comunica oficialmente. A margem EBITDA cai para -20%, isto é, 28,7 pontos percentuais abaixo do verificado no primeiro semestre de 2019.
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