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Tarifas de Trump não atingem comércio global, indica estudo da DHL

Estudo aponta para uma taxa de crescimento anual de 2,5% nos volumes de comércio global de 2025 a 2029, aproximando-se dos valores reportados ao ritmo da década anterior.
17 Outubro 2025, 14h09

Apesar das tarifas dos Estados Unidos impostas pelo presidente Donald Trump atingirem máximos que não eram reportados desde a década de 1930, o comércio global não está a ser afetado no seu negócio, indica o DHL Global Connectedness Tracker, um estudo criado pela empresa de logística e a Stern School of Business da Universidade de Nova Iorque.

O estudo aponta para uma taxa de crescimento anual de 2,5% nos volumes de comércio global de 2025 a 2029, aproximando-se dos valores reportados ao ritmo da década anterior. Esta tendência deverá manter-se apesar do aumento das tarifas, já que em 2024, apenas 13% das importações globais de bens foram para os EUA e 9% das exportações vieram do mercado norte-americano.

John Pearson, CEO da DHL Express, refere que “as barreiras comerciais não servem os melhores interesses do mundo. Mas nunca devemos subestimar a criatividade de compradores e vendedores em todo o mundo que querem fazer negócios uns com os outros”.

A América do Norte registou a maior revisão em baixa, com as projeções a caírem de 2,7% em janeiro de 2025 para apenas 1,5% em setembro. A maioria das outras regiões registou revisões em baixa menores. Por outro lado, as previsões foram melhoradas para a América do Sul e Central e Caraíbas, bem como para o Médio Oriente e Norte de África.

Os dados sobre o investimento empresarial internacional durante o primeiro semestre de 2025 foram mistos, mas sublinharam a resiliência geral dos negócios globais. Não houve um padrão de empresas a redirecionar o investimento de mercados estrangeiros para domésticos.

A quota transfronteiriça de negócios de M&A (merge and aquisitions – fusões e aquisições), por exemplo, permaneceu em grande parte inalterada. No entanto, a incerteza pareceu dissuadir algum investimento transfronteiriço, especialmente transações menores e novos investimentos durante o segundo trimestre de 2025.

A quota do comércio dentro das principais regiões mundiais caiu para um mínimo recorde de 51%. O investimento direto estrangeiro (IDE) também se tornou menos regional, enquanto a atividade internacional de M&A permaneceu num nível estável de regionalização.


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