Tauromaquia: CDS acusa Governo de “ditadura do gosto”, executivo fala em “questão de civilização”

A redução do IVA nos espectáculos suscitou o tema da tauromaquia. CDS acusa o Governo de proceder a uma “ditadura de gosto” mas a ministra respondeu.

Cristina Bernardo

A ministra da Cultura admitiu hoje discutir em sede de especialidade do Orçamento um eventual alargamento dos espetáculos abrangidos pela redução do IVA de 13% para 6%, mas excluiu a tauromaquia por ser uma questão de civilização.

Estas posições foram transmitidas pela nova ministra Graça Fonseca na parte final do segundo e último dia de debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2019, depois de ter sido confrontada com críticas do BE, PCP, mas sobretudo pelo CDS-PP, face ao caráter limitado da medida que reduz o IVA dos espetáculos, deixando de fora, por exemplo, espetáculos em recintos abertos.

“A proposta do Governo representa uma melhoria face ao que atualmente existe. Temos estado a ouvir várias intervenções [políticas] e agentes do setor. Eu própria irei reunir com alguns durante esta fase. Esta é já uma melhoria e o resto discutiremos em sede de especialidade”, começou por responder a titular da pasta da Cultura.

Já sobre a queixa da deputada do CDS-PP Vánia Dias da Silva por a descida do IVA excluir a tauromaquia, acusando o Governo de “discriminação” e de imposição de uma “ditadura do gosto”, Graça Fonseca reagiu: “Senhora deputada [do CDS-PP] a tauromaquia não é uma questão de gosto, é uma questão de civilização e manteremos como está”.

Recomendadas

Diploma do Chega sobre incompatibilidade de políticos retirado do plenário pelo Governo

Presidência da Assembleia da República avisou gabinete de André Ventura que o Executivo não autorizou o arrastamento do seu projeto de lei para ser discutido em conjunto com proposta de lei sobre contratação pública. “O Governo não achou bem o projeto e passou por cima do presidente da Assembleia da República”, protestou o deputado único do Chega.

Efacec: Estado não vai assumir responsabilidade pelas dívidas de Isabel dos Santos, garante Governo

O Executivo socialista acredita que “grande parte” da dívida da empresária angolana aos bancos que financiaram a sua entrada na Efacec (Montepio, BPI e BIC) “está perdida” porque o valor da indemnização que vai resultar da avaliação que o Governo vai fazer “não será suficiente para amortizar a totalidade dessa dívida”.

PS recomenda ao Governo tarifa social de acesso à Internet

O Grupo Parlamentar do PS pediu ao Governo para implementar a tarifa social de acesso a serviços de Internet prevista no Plano de Ação para a Transição Digital. Em tempos da pandemia da Covid-19, Socialistas consideram “imperioso” criar esta tarifa social que, à semelhança da tarifa social de eletricidade, venha a reduzir os encargos financeiros dos consumidores mais vulneráveis.
Comentários