Telefónica analisa compra parcial da Oi, avaliada em 6 mil milhões

A Oi é detida em cerca de 5% pela Bratel da portuguesa Pharol, ex-PT SGPS, que por sua vez tem como acionista o Novo Banco com ​9,56%. E o BCP tem poder para vender os 9,99% da High Bridge por conta de uma dívida bancária não paga.

A Telefónica está a analisar a compra parcial da sua rival Oi, no Brasil, que está avaliada 6 mil milhões de euros, avança o site El Confidencial.

O site de notícias espanhol diz que a Oi colocou nas mãos de um banco de investimento dos EUA, o Morgan Stanley, avaliar a aquisição de parte dos ativos da sua rival, em processo de recuperação judicial desde 2016.

O El Confidencial, que cita fontes próximas à operação, diz que a operadora espanhola está a analisar a potencial compra da Oi, a sua rival brasileira, que passa por um momento financeiro muito delicado, estando em processo de recuperação judicial (equivalente ao nosso PER) desde 2016. Na altura a dívida da Oi ascendia aos 17 mil milhões de euros. A capitalização bolsista da Oi é de 6,7 mil milhões de dólares, cerca de 6 mil milhões de euros.

Segundo a notícia, a Telefónica entrou em contato com o Morgan Stanley para a aconselhar sobre a aquisição da Oi, que em janeiro contratou os serviços do Bank of America Merrill Lynch para analisar desinvestimentos de negócios não estratégicos e de modo a aliviar seu pesado balanço.

A Oi é detida em cerca de 5% pela Bratel da portuguesa Pharol, ex-PT SGPS, que por sua vez tem como acionista o Novo Banco com ​9,56% e o BCP tem poder para vender os 9,99% da High Bridge por conta de uma dívida bancária não paga.

O Novo Banco está vendedor e o BCP já admitiu vender a participação para se ressarcir da dívida da High Bridge (que tem sido atribuída no mercado a Nelson Tanure).

A Telefónica comprou à Portugal Telecom no passado a Vivo, que é líder de mercado, seguida pela TIM, da Telecom Itália, e da Claro, controlada pelo mexicano Carlos Slim.

A operadora Oi continua com receitas abaixo do esperado, segundo o balanço divulgado pela empresa em relação ao quarto trimestre de 2018. Entre outubro e dezembro, registou um prejuízo líquido de 3,359 mil milhões de reais para os seus acionistas — 65,7% mais do que a mesma época no ano anterior. Em 2017, a perda foi de 2,253 mil milhões de reais.

 

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