O alerta é dado por uma das principais empresas tecnológicas. “Temos um problema de cibersegurança que ainda é opaca”, referiu Miguel Almeida, General Manager da Cisco em Portugal no Special Report – IA e Cibersegurança, organizado pelo Jornal Económico, que decorre no Hotel Intercontinental Lisboa, esta quarta-feira.
“A quantidade de produtos ou plataformas que podemos ter na nossa empresa em segurança é brutal e isso leva a uma complexidade adicional. É difícil avançar numa simplificação, tendo em conta essa quantidade”, afirmou o responsável que apontou cinco áreas onde as empresas devem preparar-se para investir em soluções de Inteligência Artificial e cibersegurança.
A identidade, dado que é importante para um colaborador ter o cuidado com a sua própria proteção. As máquinas, no sentido em que a proliferação das mesmas obriga a cuidados adicionais com aquilo que fazemos com elas, já que ainda não têm o nível de proteção que deveriam ter.
Uma terceira área prende-se com a resiliência das redes dado a necessidade de controlar a segurança do que passa na rede ser muito critica em todas as operações. A Cloud pela importância de perceber como lidam as empresas com as aplicações que estão dentro da ‘nuvem’ e por fim a IA e de como podemos proteger os nossos dados que são usados por estas plataformas.
“Estes cinco pilares devem ser hoje a prioridade de todas as empresas quando falamos em cibersegurança”, salientou Miguel Almeida.
No entanto, o General Manager defendeu que a elasticidade económica que as empresas têm para investir em Inteligência Aritificial não vai permitir que o façam em outras áreas, como por exemplo a vertente humana.
“A rotatividade que temos hoje em Portugal é incrível, porque há poucas pessoas. Temos muitos portugueses que estão no país, mas não trabalham para o mercado português”, sublinhou.
Miguel Almeida revelou ainda que 86% das empresas estão cientes das ameaças da IA e a sua perceção, assumindo que vão sofrer ataques baseados em Inteligência Artificial, mas que não estão preparadas para responder aos mesmos.
“Às vezes é preciso sofrermos esse ataque para podermos responder a ele”, realçou o General Manager da Cisco em Portugal.
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