Os distúrbios provocados por independentistas catalães nas ruas de Barcelona estão a afetar também o mundo do futebol em Espanha. A Liga Espanhola pediu à Federação Espanhola para que o Barcelona-Real Madrid de dia 26 de outubro seja jogado na capital espanhola.
Perante a violência nas ruas da cidade catalã provocada pelas manifestações pró-independência da Catalunha, que já provocaram centenas de feridos, a La Liga quer mudar o jogo de Camp Nou para o Santiago Bernabéu, avança o El Mundo esta quarta-feira, 16 de outubro.
Desta forma, o primeiro clássico da liga espanhola teria lugar primeiro em Madrid, par ser jogado em Barcelona na segunda volta numa data entre 29 de fevereiro e 1 de março, numa altura em que os ânimos na cidade condal já deverão estar mais calmos.
O El Mundo escreve que o Real Madrid não está especialmente aberto a esta mudança. Se a segurança não estiver garantida, fontes próximas ao clube dizem que seria melhor suspender o jogo e disputá-lo noutra data.
Por sua vez, o clube blaugrana quer que o clássico da primeira volta seja jogado em Camp Nou, ou que seja suspenso. Seja como for, o presidente do Barça, Josep Maria Bartomeu, rejeita disputar o jogo já agendado em Madrid.
A organização independentistas Tsunami Democratic já convocou uma manifestação para o dia 26 de outubro, precisamente para quando está agendado o Barcelona-Real Madrid.
Esta organização tem sido responsável por várias manifestações marcadas pela violência nos últimos dias nas ruas de toda a Catalunha.
Para esta organização independentista, o ideal seria que a sua manifestação tivesse algum tipo de repercussão a nível internacional, dada a importância do clássico espanhol no futebol mundial, destaca o El Mundo.
O jogo de dia 26 de outubro está marcado para as 13 horas, com a equipa do Real Madrid a chegar um dia antes à cidade condal, aumentando assim os riscos para a sua segurança, dada a situação atual nas ruas de Barcelona.
Na segunda-feira o Supremo Tribunal espanhol condenou nove independentistas catalães a penas de prisão entre os nove e os 13 anos de cadeia pelo seu papel no referendo ilegal que teve lugar na Catalunha em outubro de 2017.
Em reação, o FC Barcelona, defensor de uma Catalunha mais autónoma, considerou que a prisão dos líderes independentistas “não é solução”. “Da mesma forma que a prisão preventiva não ajudou a resolver o conflito, a prisão sentenciada hoje também não ajudará, porque a prisão não é a solução”, lê-se no comunicado do clube liderado por Josep Maria Bartomeu i Floreta divulgado na segunda-feira, 14 de outubro.
“A resolução do conflito na Catalunha só ocorre exclusivamente por via do diálogo político. Agora mais do que nunca, o clube solicita a todos os políticos que conduzam um processo de diálogo e negociação para resolver esse conflito”, segundo o Barça.
Por sua vez, o Espanyol de Barcelona também se pronunciou sobre a sentença do Supremo Tribunal. Contrariamente ao FC Barcelona, afirmou ser um clube “puramente desportivo” e como tal não representa “sentimentos ou as posições pessoais e individuais de todos os seus membros e adeptos “.
A equipa pró-espanhola pediu respeito pela legalidade da situação: “Incentivamos todas as autoridades públicas a procurar soluções políticas e democráticas através desta crise social, através do diálogo e dentro da estrutura legal e com o mais estrito respeito pela legalidade”.
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