Testes devem servir agora para realizar “vigilância geral” e identificar assintomáticos

Na opinião do especialista, Portugal deve manter os testes serológicos, uma vez que são estes que permitem conhecer a verdadeira dinâmica da pandemia, bem como permitem saber a população que não foi diagnosticada e a que foi infetada mas não tem sintomas.

Sessão do Infarmed COvid-19

O especialista do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto afirmou que os testes devem agora ser utilizados para realizar uma “vigilância geral” da doença, nomeadamente de infeções assintomáticas.

Henrique Barros relembra que os testes “foram uma das primeiras conquistas da nossa capacidade de enfrentar a infeção quando ela apareceu”, notando quem estava ou não infetado mediante uma avaliação que demorava até 48 horas.

Na opinião do especialista, Portugal deve manter os testes serológicos, uma vez que são estes que permitem conhecer a verdadeira dinâmica da pandemia, bem como permitem saber a população que não foi diagnosticada e a que foi infetada mas não tem sintomas.

“Temos de usar os testes não só para as pessoas, mas para fazer vigilância mais geral. Nas águas residuais, por exemplo, que são um aspeto fundamental no conhecimento da dinâmica da infeção antes de ela se tornar evidente entre nós”, explicou Henrique Barros.

“Os testes serológicos são fundamentais para perceber como evolui a infeção”, disse o especialista. Assim, Henrique Barros explicou que os autotestes “servem para identificar pessoas infeciosas e não tanto infeções”.

Oferecendo o exemplo de testes serológicos realizados na região Norte, o especialista do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto lembrou que em cada dez casos com marcadores de infeção, apenas uma pessoa apresentou um diagnóstico positivo. “Agora, para cada caso e meio temos, pelo menos, uma pessoa que soube que esteve infetada”.

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