TGV volta à discussão: ligar Lisboa-Porto em “pouco mais de uma hora” é ambição de Pedro Nuno Santos

Ministro das infraestruturas diz que o primeiro objetivo é fazer ligação ferroviárias entre as duas maiores cidades do país em menos de duas horas.

Chame-se-lhe TGV ou outro nome qualquer, a questão da alta velocidade ferroviária voltou à ordem do dia, em plena campanha eleitoral para as legislativas.

“Em Portugal, nós fazemos o debate político com base em ‘slogans’. TGV é considerado comboio de alta velocidade, mas há muitas marcas. TGV é [uma marca] francesa”, desvalorizou Pedro Nuno Santos, em entrevista, ontem, dia 9 de setembro, à noite, ao programa da RTP3, ‘Tudo é Economia’.

“A partir dos 250 quilómetros já se considera TGV. As linhas que nós estamos a fazer são linhas que permitem que os comboios circulem até aos 250 quilómetros/hora. O que nós devemos falar é a velocidade a que nós queremos ligar dois pontos. E eu julgo que deve ser uma ambição do país nós conseguirmos ligar Lisboa e Porto à maior velocidade possível e viável, obviamente”, defendeu o governante.

O ministro das Infraestruturas entende que, “por isso, deve ser uma ambição que o país tem, dentro das capacidades financeiras e orçamentais que o país tem”.

“Nós temos prevista a optimização das infraestruturas que nós temos, criando quatro variantes na linha do Norte, que já vão permitir ganhar muito tempo. Nós ainda hoje não fazemos Lisboa-Porto em duas horas. Esse é o nosso primeiro objetivo”, assumiu o ministro.

Pedro Nuno Santos foi mais longe: “agora, ambição, ambição nós temos: já tive a oportunidade de dizer que será um grande ganho para o país fazer a ligação Lisboa-Porto em pouco mais de uma hora”.

“Sem nunca esquecer a ferrovia como um instrumento de promoção da coesão do território todo. Por isso, é que no programa eleitoral do PS um dos nosso objectivos é lançar a elaboração de um Plano Nacional Ferroviário, que terá como um dos objetivos ligar todas as capitais de distrito. Nós não temos algumas: Vila Real, Bragança, Viseu”, advertiu Pedro Nuno Santos.

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