“The Guardian”: “Como Portugal se tornou uma super potência europeia de futebol

O jornal britânico escreve como uma das principais razões para a ascensão de Portugal ao topo do futebol europeu está relacionado com a qualidade dos treinadores portugueses. José Mourinho é o exemplo mais óbvio, mas, para a publicação, técnicos como Sérgio Conceição, Jorge Jesus e Rúben Amorim também merecem reconhecimento pelo “excelente” trabalho desenvolvido.

O jornal britânico traça o retrato do futebol português que se reflete na qualidade, segundo dizem, da seleção nacional portuguesa que se tornou campeã da Europa em 2016. Com Cristiano Ronaldo como o maior representante do futebol português, e sinónimo de sucesso, para o “The Guardian” é a “confiança dos cérebros dos treinadores que ajudou a impulsionar um país de 10 milhões de pessoas para a vanguarda do futebol europeu no século XXI”.

Uma das principais razões para a ascensão de Portugal ao topo do futebol europeu está, segundo a publicação, relacionado com a qualidade dos treinadores portugueses. José Mourinho é o exemplo mais óbvio, mas, para o jornal britânico, técnicos como Sérgio Conceição, Jorge Jesus , Rúben Amorim, Leonardo Jardim, Nuno Espírito-Santo, Paulo Fonseca e André Villas-Boas também merecem reconhecimento pelo “excelente” trabalho desenvolvido.

“Temos um sistema muito bom de formação de treinadores”, afirma Luis Araújo, treinador dos juniores do Benfica, equipa sub-19. “Aqui há mais tempo para os treinadores conversarem, por isso estamos sempre a aprender com outros treinadores. É a nossa paixão, mas é sobre a nossa capacidade de adaptação, porque Portugal não é um país com muitos recursos. Portanto, com apenas uma bola, temos que fazer um bom treino. Com apenas um colete, temos que realizar uma ótima sessão. No Benfica, claro, não é assim. Mas em alguns lugares não existem ótimas instalações, então estamos sempre a adaptar-nos e a pensar em como podemos melhorar os nossos jogadores e o nosso jogo”.

A formação é outro dos pontos-chave apontados pelo jornal britânico que destaca o papel do Sporting CP e da sua academia. O “The Guardian” dá como exemplos: Paulo Futre, Luís Figo, Ricardo Quaresma, Simão Sabrosa e, claro, Cristiano Ronaldo. Para Andy Brassell, autor do artigo, “Alcochete é hoje considerada a palavra portuguesa para La Masia, mas a história da academia do Sporting antecede a sua mudança para um centro personalizado na vila piscatória a sudeste do Tejo a partir do centro de Lisboa, em 2002”.

Com Rúben Dias e Bruno Fernandes em destaque na Premier League aos quais se junta André Silva, com uma temporada de 28 golos na Bundesliga ao serviço do Eintracht Frankfurt, o “The Guardian” aponta que Portugal terá dificuldade em arranjar um “onze ideal” para o campeonato da Europa. A seleção de sub-21 também mereceu o reconhecimento do jornal britânico que sublinha a segunda participação em finais nas últimas quatro edições.

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