O relógio está, outra vez, a pressionar a ByteDance, a empresa chinesa que controla o TikTok, para que venda as operações da rede social nos Estados Unidos, antes que seja banida e tenha de encerrar, por constituir um risco para a segurança nacional, por causa da China e da garantida insegurança dos dados e, claro, dos receios de espionagem.
Tem até este sábado, 5 de abril, para resolver o problema. Não é a primeira vez que a Byte Dance está à beira deste abismo. O anterior presidente norte-americano, Joe Biden, encostou-a às cordas e, sem solução, a empresa decidiu encerrar as suas operações, 18 de janeiro, dois dias antes da investidura de Donald Trump.
Esteve inativa por 14 horas e deixou de figurar nas principais lojas de aplicações, mas regres sou, depois de lhe garantirem uma extensão do prazo. Foi Trump que assim decidiu, dando mais 75 dias para que tudo resolvesse. O mesmo Trump que tentou banir o TikTok durante o seu primeiro mandato na Casa Branca, mas que terá mudado de ideias porque o começou a usar.
“Tenho um lugar especial no meu coração para o TikTok”, afirmou, já empossado. Sábado, 5 de abril, termina o prazo e os mais de 120 milhões de utilizadores norte-americanos do TikTok (uma estimativa, porque não há números oficiais) não sabem o que vai acontecer, se a rede se mantém ou se encerra e são obrigados a migrar para outras paragens digitais.
Interessados na compra não faltam, da Amazon, de Jeff Bezos (que também investe noutra interessada, a Perplexity, uma empresa de inteligência artificial), a Tim Stokely, o britânico fundador do OnlyFans, uma rede onde os conteúdos para adultos têm peso. Estes são concorrentes de última hora, mas há mais propostas, como a do cofundador do Reddit Alexis Ohanian e do empresário Kevin O’Leary, do Shark Tank.
Também um grupo de próximos do presidente norte-americano que inclui o gestor de capital e risco Marc Andreessen e o cofundador da Oracle Larry Ellison. E ainda outros, como Elon Musk, o homem mais rico do mundo, dono da rede social X e integrante da administração de Donald Trump, que lhe entrou a serra para cortar gastos do Estado, ou ainda a Microsoft, que já tinha tentado ficar com o TikTok em 2020, quando Trump, na altura presidente, o queria banir.
A Casa Branca tem tentado intermediar o negócio, que esta é uma presidência de negócios. Tanto Donald Trump como o seu vice–presidente, JD Vance, consideram que as propostas que conhecem são boas e acreditam que tudo ficará solucionado a tempo. “Temos muitos potenciais compradores”, disse Donald Trump, no início da semana, em declarações feitas no avião presidencial, o Air Force One. “Há um interesse tremendo no TikTok… Gostava que o TikTok continuasse vivo”, acrescentou.
A questão, aqui, é que a ByteDance nunca confirmou que quer mesmo fazer um negócio e desfazer-se das operações america nas. Pode, por exemplo, encerrar tudo. Já o fez uma vez e pode repeti-lo. Saberemos quando o tempo se escoar. TikTok, tic-tac, tic-tac.
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