Trabalho híbrido? Maioria dos profissionais não acredita na sua longa duração, indica estudo

O inquérito, que abordou mais de dois mil profissionais da empresa de recrutamento, revela que 55% dos inquiridos acham que o modelo de trabalho híbrido não vai durar tanto quanto eles gostariam.

Mais de metade dos trabalhadores considera que a modalidade de trabalho híbrido (teletrabalho e presencial) não vai ajudar a gerar um equilíbrio eficaz entre vida pessoal e profissional tal como se ambiciona e que, por isso, não irá ter a durabilidade que se espera. Isto, de acordo com um estudo conduzido pela consultaria de recrutamento global Robert Walters.

O inquérito, que abordou mais de dois mil profissionais da empresa de recrutamento revela que 55% dos inquiridos acham que o modelo de trabalho híbrido não vai durar tanto quanto eles gostariam. Na verdade, alguns chegaram mesmo a afirmar que os modelos de trabalho híbrido não testados precipitaram dias de trabalho mais intensos, por exemplo, com a participação necessária em reuniões presenciais e virtuais, deixando-os sobrecarregados e exaustos.

Enquanto 85% revelam que agora esperam mais flexibilidade para trabalhar em casa como uma oferta padrão dos empregadores, 78% afirmam que não aceitarão um novo emprego até que tal flexibilidade seja acordada com um empregador em potencial.

Ainda que os números não sejam animadores nesse aspeto, a pesquisa da Robert Walters revela que o trabalho híbrido poderá adicionar mais de 48 mil milhões de dólares (cerca de 41,57 mil milhões de euros) à economia a cada ano, permitindo que pais, cuidadores e pessoas com deficiência participassem mais da força de trabalho.

No total, o estudo diz que o aumento do trabalho híbrido pode significar que 3,8 milhões de pessoas adicionais poderiam entrar na força de trabalho de uma organização, incluindo 1,2 milhão de pais, 1,5 milhão de pessoas com deficiência, 500 mil com responsabilidades de cuidados e 600 mil outras pessoas sem trabalho.

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