Tráfego rodoviário de férias gera 700 quilómetros de engarrafamentos em França

 As principais dificuldades de tráfego ocorreram no noroeste do país, no eixo Ródano a sul de Lyon e nas autoestradas da costa do Mediterrâneo, refere Bison Futé num comunicado.

França está a viver um dos fins de semana mais movimentados do ano, devido às viagens de férias, tendo-se formado este sábado até 700 quilómetros de engarrafamentos acumulados, segundo o órgão oficial Bison Futé, citado pela agência de notícias EFE.

As principais dificuldades de tráfego ocorreram no noroeste do país, no eixo Ródano a sul de Lyon e nas autoestradas da costa do Mediterrâneo, refere Bison Futé num comunicado.

A previsão é que ao longo do fim de semana “o trânsito seja denso e muitas vezes difícil no arco mediterrânico entre a Itália e Espanha”, refere ainda a EFE.

A notícia surge quando as concentrações com mais de 10 pessoas estão proibidas em Paris se os comportamentos de proteção à propagação da covid-19 não estiverem a ser cumpridos.

O uso obrigatório de máscara, já em vigor em vários locais da capital, foi também estendido a partir das 08:00 de sábado (07:00 em Lisboa) a parte dos Campos Elísios e do bairro do Louvre, explicou fonte policial.

“Se a situação epidemiológica se agravar novamente, o uso de máscara poderá tornar-se obrigatório em toda a capital”, acrescentou a polícia de Paris, citada pela agência AFP.

“A taxa de positividade é hoje [sexta-feira] de 4,14% em Paris, 3,6% em Ilha de França (região parisiense) face aos 2,4% da média nacional”, acrescentou.

O número de infeções por covid-19 em França subiu na sexta-feira novamente, com 2.846 contágios, depois dos de 2.669 de quinta-feira, 2.524 de quarta-feira e 1.397 na terça-feira, mas ao mesmo tempo, as hospitalizações continuam lentamente a descer.

A Direção Geral da Saúde (DGS) indicou em comunicado que, para além dos dados diários – os mais elevados desde maio – na última semana houve também um aumento de infeções, que totalizam 12.947.

Outro dado que ilustra o agravamento da situação epidémica é o índice de positivos, que sobe um décimo em relação ao divulgado na quinta-feira pela DGS, para situar-se em 2,4% no total de exames realizados entre 05 e 11 de agosto.

Desde que começaram os registos em fevereiro, foram contabilizadas 212.211 pessoas contaminadas pelo novo coronavírus em França.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (41.358 mortos, mais de 316 mil casos), seguindo-se Itália (35.234 mortos, mais de 252 mil casos), França (30.410 mortos, mais de 331 mil casos) e Espanha (28.617 mortos, mais de 342 mil casos).

Portugal contabiliza 1.775 mortos em 53.981 casos de infeção.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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