A Transdev considerou hoje uma “oportunidade histórica para transformar a mobilidade em Portugal” a intenção do Governo em subconcessionar a privados linhas ferroviárias da CP, afirmando que “analisará todos os processos”.
A Transdev vê, no processo anunciado, uma oportunidade histórica para transformar a mobilidade em Portugal”, afirmou o presidente executivo da Transdev, Sérgio Soares, numa resposta escrita às questões colocadas pela agência Lusa, um dia depois de o Governo anunciar a intenção de subconcessionar a privados as linhas ferroviárias de Cascais, Sintra/Azambuja, Sado e Porto.
O Grupo, operador de 34 redes ferroviárias em nove países, colocará todas as suas energias e competências ao serviço do Governo para o apoiar nesta fase que deve garantir a modernização, a qualidade e a eficiência das redes ferroviárias”, acrescentou.
Sérgio Soares disse que a Transdev “encara o impulso dado pelo Governo como prova de uma ambição ferroviária crucial para o país” e salientou que, em parceria com as autoridades, o “grupo analisará todos os processos, com atenção às condições que permitam assegurar o impacto e a sustentabilidade de cada uma das iniciativas”.
O presidente executivo da Transdev salientou ainda que em vários países, como Suécia, Alemanha e França, “as parcerias público-privadas têm contribuído para a modernização das redes, o reforço da oferta de transporte e a melhoria do desempenho operacional, traduzindo-se em maior satisfação dos passageiros e no aumento da procura”.
Também hoje, o Grupo Barraqueiro congratulou-se com a decisão do Governo e manifestou “um interesse de princípio” na exploração destas redes.
Já a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) acusou hoje o Governo de transformar o serviço público ferroviário “num negócio entregue a privados, financiado pelo erário público”.
Na quinta-feira, no ‘briefing’ do Conselho de Ministros, o ministro das Infraestruturas disse que o Governo mandatou a CP – Comboios de Portugal para, no prazo de 90 dias, apresentar “soluções concretas jurídicas, económico-financeiras e temporais para modelos de subconcessão” dos troços de Cascais, Sintra/Azambuja, Sado e Porto.
Segundo Miguel Pinto Luz, o Governo pretende lançar os concursos públicos para as subconcessões “no segundo semestre do ano”, sendo a CP a entidade “que vai gerir todas as subconcessões”.
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