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Três bancos fazem downgrade à Novo Nordisk

Downgrade surgem depois da farmacêutica ter baixado as suas perspetivas de crescimento para vendas e lucro operacional. Bank of America, HSBC, e Barclays justificam decisão por fatores como o aumento da concorrência no setor, à circulação de ‘cópias’ de medicamentos produzidos pela Novo Nordisk, e de “problemas específicos” da empresa.
Novo Nordisk
31 Julho 2025, 12h51

O Bank of Ameirca, HSBC e Barclays decidiram fazer um downgrade às ações da Novo Nordisk depois da farmacêutica dinamarquesa ter baixado as suas perspetivas de vendas e de lucro operacional para este ano, na terça-feira.

No caso do Bank of America e do HSBC o downgrade foi de ‘compra’ para ‘neutro’. Os motivos que justificam esta descida estão ligados ao aumento da concorrência no setor e também à circulação de ‘cópias’ de medicamentos produzidos pela Novo Nordisk, ‘cópias’ essas que tinham sido proibidas pelo regulador norte-americano do setor (FDA).

O HSBC baixou também o preço alvo (price target) da Novo Nordisk de 680.00 para as 360.00 coroas dinamarquesas.

O Barclays baixou as ações da Novo Nordisk de overweight para equalweight, dando como justificação “problemas específicos” da empresa, onde se incluem problemas que estão a “durar mais do que o esperado” com o GLP-1 (hormona que regula a libertação de insulina), que no entender do Barclays parecem estar a impactar de forma desproporcional a semaglutida (medicamento indicado para o tratamento da diabetes). Recorde-se que o core business da farmacêutica dinamarquesa está no tratamento da diabetes e da obesidade com medicamentos como o Wegovy e o Ozempic.

O Barclays baixou o preço alvo para as ações da farmacêutica (price target) de 700.00 para 375.00 coroas norueguesas.

Empresa baixou perspetivas de venda e de lucro operacional

Na terça-feira a Novo Nordisk baixou as suas perspetivas de crescimento de vendas de 10%-16% para 8%-14% e o crescimento do lucro operacional de 16%-24% para 13%-21%.

Desde o início do ano as ações da farmacêutica dinamarquesa já acumulam uma desvalorização de 49,9% e no espaço de um ano já afundaram 62,7%.


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