O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor uma tarifa de 200% sobre o champanhe francês após o presidente Emmanuel Macron ter rejeitado o seu convite para integrar um novo Conselho de Paz promovido pela Casa Branca. O organismo foi inicialmente concebido para supervisionar a reconstrução de Gaza.
“Ninguém o quer porque ele vai deixar o cargo muito em breve”, disse Trump aos jornalistas, antes de acrescentar que bastaria taxar os vinhos e champanhes franceses para forçar a adesão da França. O presidente francês, cujo segundo mandato termina no próximo ano, não tem intenção de aceitar a proposta, por considerar que o projeto levanta sérias dúvidas e reitera o compromisso com a Carta das Nações Unidas.
“O Conselho da Paz é uma organização internacional que visa promover a estabilidade, restaurar uma governação fiável e legítima e garantir uma paz duradoura em áreas afetadas ou ameaçadas por conflitos”, refere o preâmbulo do documento enviado aos países convidados a participar.
A iniciativa de Trump exige que os países que aspirarem a um assento permanente façam uma contribuição mínima de mil milhões de dólares e concederia ao próprio presidente dos Estados Unidos um papel central como primeiro presidente do órgão. Trump também confirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, foi convidado a participar, e que foram enviados convites a outros líderes, como o presidente argentino Javier Milei ou o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.
O plano, que Trump quer formalizar nesta semana em Davos, despertou preocupação em vários países, diante do temor de que Washington esteja a tentar criar uma estrutura paralela que concorra com as Nações Unidas, uma organização que o presidente americano tem criticado frequentemente.
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