Trump: Ação militar contra o Irão está “sempre em cima da mesa”

O presidente dos EUA avisou que vai impor mais sanções ao Irão e que está disposto a fechar um acordo com o Teerão chamado ‘Let’s make Iran great again’. As declarações de Donald Trump tiveram lugar no mesmo dia em que vários altos responsáveis do Governo e das Forças Armadas do Irão declararam que o país está pronto a ripostar se for atacado.

Jonathan Ernst/REUTERS

O presidente norte-americano diz estar preparado para impor mais sanções ao Irão, depois de ter suspendido um ataque contra este país, por receios de provocar um elevado número de vítimas mortais.

“Vamos colocar sanções adicionais no Irão. Em alguns casos vamos agir devagar, noutros casos estamos a agir rapidamente”, disse este sábado, 22 de junho na Casa Branca, citado pela Reuters.

O presidente dos EUA também adiantou que uma ação militar contra o Irão “está sempre em cima da mesa”, afirmou em declarações aos jornalistas em Washington de partida para Camp David, onde irá deliberar sobre a questão iraniana.

O líder norte-americano também disse estar disposto a  reduzir a tensão entre os dois países, declarando-se disposto a fechar um acordo com o Irão para melhorar a economia do país. “Vamos chamar ‘Vamos tornar o Irão grande de novo’ (‘Let’s make Iran great again’)”, afirmou, em referência ao seu slogan ‘Let’s make America great again’ (‘Vamos tornar a América grande de novo’).

Recorde-se que Donald Trump mandou cancelar um ataque contra o Irão na madrugada de sexta-feira apenas minutos antes deste se iniciar, por receios de provocar a morte de 150 países. Este ataque seria uma retaliação depois do Irão ter abatido um drone de vigilância não-tripulado dos EUA.

Este sábado várias altas personalidades do Governo e das Forças Armadas do Irão declararam publicamente que o país está preparado para responder a eventuais ataques.

“Independentemente de qualquer decisão que eles tomem [EUA]… não vamos permitir que qualquer fronteira do Irão seja violada. O Irão vai firmemente confrontar qualquer agressão ou ameaça pela América”, disse o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Abbas Mousavi à agência iraniana Tasnim, citado pela Reuters.

Um dos altos responsáveis das Forças Armadas iranianas também declarou que está pronto a agir. “Qualquer erro pelos inimigos do Irão, em particular a América e os seus aliados regionais, seria como disparar contra um depósito de pólvora que vai queimar a América, os seus interesses e os seus aliados”, segundo o porta-voz das Forças Armadas do Irão Abolfazl Shekarchi disse à Tasnim, segundo a Reuters.

Também um comandante da Guarda Revolucionária garantiu que esta força de elite está preparada para ripostar. “Esta é a nossa resposta à violação do espaço aéreo iraniano e se a violação for repetida então a nossa resposta vai ser repetida. É possível que esta infração pelos americanos tenha sido levada a cabo por um general ou alguns operadores”, disse o brigadeiro-general Amirali Hajizadeh à agência de notícias da república islâmica (IRNA).

As tensões na região voltaram a aumentar depois de os Estados Unidos terem decidido rasgar o acordo que previa a redução do programa nuclear iraniano, em troca do levantamento de sanções económicas. Após a saída deste acordo, que outras cinco potências também assinaram com o Irão, os EUA voltaram a aplicar sanções ao país persa.

Irão garante que está preparado para responder a ataques dos Estados Unidos

Ler mais
Relacionadas

Irão garante que está preparado para responder a ataques dos Estados Unidos

Donald Trump já declarou que Washington está disposto a conversar com Teerão, mas este sábado várias altas personalidades do Governo e das Forças Armadas do Irão declararam publicamente que o país está preparado para responder a eventuais ataques.

Trump cancelou ataque contra o Irão 10 minutos antes para evitar 150 mortes

A frota para retaliação contra o Irão já estava apostos mas operação foi cancelada 10 minutos antes. Na rede social Twitter, Donald Trump admite que o ataque “não era proporcional” e que poderia provocar 150 mortos.

Trump ordenou ataques contra o Irão mas acabou por recuar

Os ataques foram recomendados pelo Pentágono depois de um drone não-tripulado dos Estados Unidos ter sido abatido pelo Irão.
Recomendadas

UE “preocupada” teme “riscos” de lei da segurança nacional em Hong Kong

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) reiteraram hoje a sua “preocupação” pela nova lei da segurança nacional imposta em Hong Kong pela China, admitindo recear os “riscos” na soberania da antiga colónia britânica.

Andrzej Duda mantém presidência da Polónia em eleição renhida

A Comissão Nacional Eleitoral revelou que Andrzej Duda foi reeleito presidente com 51,2% dos votos, a vitória menos expressiva na Polónia desde 1989.

Governo critica “falta de coerência” na UE por restrições a entrada de portugueses

O Governo criticou hoje a “falta de coerência” de alguns países da União Europeia (UE) nas restrições à entrada de cidadãos vindos de Portugal, devido à covid-19, afirmando esperar que a livre circulação seja reposta “nas próximas semanas”.
Comentários