U.Porto propõe entrada gratuita para estudantes nos museus da União Europeia

Presidência Portuguesa da UE acolhe esta terça-feira, 30 de março, a primeira Cimeira Europeia Universidade & Cultura, organizada pela U.Porto e Plano Nacional das Artes. Em debate está o papel crucial e democrático que as artes podem desempenhar na missão das universidades.

Acesso gratuito de estudantes universitários a estruturas museológicas e a integração de experiências artísticas nos diversos planos de estudo são algumas das medidas a anunciar na primeira Cimeira Europeia Universidade & Cultura, que arrancou ontem e termina esta terça-feira, 30 de março, online e em inglês.

A iniciativa, inserida na Presidência Portuguesa da União Europeia, é organizada pela Universidade do Porto e pelo Plano Nacional das Artes, decorre online e conta com as intervenções da ministra da Cultura, Graça Fonseca, do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, do Comissário do Plano Nacional das Artes, Paulo Pires do Vale, do Reitor da Universidade do Porto e Presidente do CRUP, António de Sousa Pereira, de comissários europeus e representantes dos países da União Europeia.

Em debate está o papel crucial e democrático que as artes podem desempenhar na missão das universidades.

No capítulo das boas práticas, cabe à Universidade do Porto avançar com um exemplo que será também um desafio para transformar a universidade num verdadeiro lugar de cultura: o Corredor Cultural do Porto, com início já a partir do próximo ano letivo. A iniciativa vai promover o livre acesso de estudantes universitários, nacionais e estrangeiros, às estruturas museológicas da Universidade, da autarquia portuense e ainda do Museu Nacional Soares dos Reis. Os estudantes universitários terão, ainda, um desconto de 50% no preço do bilhete para espetáculos no Teatro Nacional São João, no Teatro Campo Alegre e no Rivoli. Este acesso livre, assim como a política de descontos, irá abranger todos os estudantes do Ensino Superior, de instituições públicas e privadas, de todos os países abrangidos pelos acordos ERASMUS +.

“A estratégia será proposta às restantes universidades, nomeadamente portuguesas, para que, numa primeira fase, se possa concretizar um Corredor Cultural Português, passível de ultrapassar as fronteiras nacionais, com cada universidade a assinalar as estruturas aderentes”, adianta a Universidade do Porto em comunicado. O objetivo, explica o documento, “é permitir que todos os estudantes universitários da UE possam, independentemente do país de origem, usufruir de um Corredor Cultural Europeu que inclua museus e salas de espetáculo”.

A Universidade do Porto vai também oferecer, já a partir do próximo ano letivo, novas Unidades Curriculares de Competências Transversais de base cultural ou artística para os estudantes de todas as áreas de formação, fruto de parcerias com algumas das mais importantes instituições culturais da cidade: Teatro Nacional de São João, a Casa da Música e o Museu Nacional Soares dos Reis.

“É urgente regressar à ideia dos museus como instituições públicas de conhecimento”, que funcionem como “plataformas para celebrar culturas diversas”, salienta Fátima Vieira, Vice-Reitora da área da Cultura da Universidade do Porto. Na sua perspetiva “é imperativo que os museus se tornem parte integrante da vida no campus, espaços de encontro que motivem a aprendizagem, a investigação, a livre circulação de ideias e a criação de imaginários científicos e culturais”. Por outro lado, acrescenta, “é fundamental que os museus partilhem as coleções em acesso aberto, contribuindo, de forma consistente, para a transformação digital da sociedade, consolidando as políticas democráticas da União Europeia”.

 

 

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