Ubirider. Aplicação para carregar passe dos transportes em qualquer lado ruma a Évora

O sistema permitirá a validação dos cartões de quem reside na cidade e dos turistas estrangeiros que visitam o Templo de Diana e querem percorrer a capital da região centro-sul e pagar automaticamente a viagem, encostando o ecrã do telefone.

Templo de Diana, em Évora

A startup portuense Ubirider, que criou uma aplicação de mobilidade urbana para agregar todos os meios de transporte e comprar os respetivos bilhetes de uma só vez através do telemóvel, está a expandir o negócio para Évora para que moradores e turistas carreguem os passes sem sair do sofá.

O fundador e CEO da Ubirider revelou esta terça-feira que assinou contrato com um operador de transportes públicos de Évora, menos de um mês depois de ter posto online uma app para facilitar o carregamento do passe Navegante na Área Metropolitana de Lisboa (AML), nomeadamente em Cascais.

“Vai ser a primeira infraestrutura num operador de autocarros de transportes públicos. É nos transportes públicos que a oportunidade é maior, toca mais gente e está mais atrasado nas ferramentas digitais”, afirmou Paulo Ferreira dos Santos, numa sessão com jornalistas sobre o ecossistema empreendedor, promovida pela Mastercard.

O CEO da Ubirider explica que haverá uma app para o condutor do autocarro saber se está adiantado ou atrasado para a paragem seguinte e tap-on-phone para de qualquer smartphone Android com tecnologia sem contacto NFC (Near Field Communication) se torne um terminal de pagamentos. O sistema permitirá a validação dos cartões de quem reside na cidade dos turistas estrangeiros que visitam o Templo de Diana e querem percorrer a capital da região centro-sul e pagar automaticamente a viagem, encostando o ecrã do telefone.

Em relação ao impedimento que a app tem para o sistema iOS (só está disponível para Android e Huawei, além de iPhone 7 ou gama superior) e à necessidade de passar a informação do passe para a app de forma manual, Paulo Ferreira dos Santos é taxativo: “Dependemos da infraestrutura da Transportes Metropolitanos de Lisboa [TML] e toda a região é baseada no cartão Navegante, que só funciona dentro de determinados parâmetros. Imagine uma empresa que quer comprar 50 passes para os seus funcionários. Não consegue porque cada um tem de tratar do seu próprio passe”.

“Não entrámos pela porta principal, mas mesmo assim trouxemos uma vantagem para os utilizadores”, salvaguarda o gestor e empreendedor, apelando a mais liberdade de trabalho e colaboração. Até porque, para Paulo Ferreira dos Santos, a mobilidade é uma forma de inclusão.

Desde 26 de outubro que quem utiliza diariamente a Carris, o metropolitano e/ou os elétricos em Lisboa pode carregar o passe mensal Navegante por uma aplicação móvel ou comprar qualquer bilhete pelo smartphone. Neste primeiro mês, a empresa registou cerca de 8 mil carregamentos no passe Navegante, um valor significativamente acima do esperado.

Entre os investidores da Ubirider está o grupo Barraqueiro, concessionário e a empresária Beatriz Barata, proprietária do grupo Scotturb.

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