O UBS publicou o seu Global Wealth Report onde revela que a riqueza global voltou a aumentar em 2024, após um 2023 vibrante. No entanto, a velocidade do crescimento esteve longe de ser uniforme nos 56 mercados analisados no relatório deste ano. O crescimento da riqueza inclinou-se fortemente para a América do Norte, e os Estados Unidos (EUA) e a China continental, em conjunto, representam mais de metade de toda a riqueza individual da amostra do banco suíço.
O número de EMILLIs (Everyday MILLIonaire) mais do que quadruplicou desde 2000, para cerca de 52 milhões, representando 107 biliões de dólares do património total no final de 2024.
A edição de 2025 do UBS Global Wealth Report revela não só um aumento de 4,6% na riqueza global, como também oferece insights mais profundos sobre quem detém essa riqueza e como está a crescer.
O relatório revela que Espanha, Portugal e Grécia testemunharam um forte crescimento da riqueza em 2024, “medido em moeda local líquida de inflação, tanto em termos médios como medianos”.
Isto sugere que a recuperação foi amplamente partilhada entre as diferentes faixas de riqueza, diz o UBS.
“De facto, o crescimento mediano superou em grande parte o crescimento médio, o que implica que as faixas de rendimento médio viram a sua riqueza crescer a um ritmo mais rápido do que os seus pares em faixas de riqueza mais elevadas”, segundo o relatório.
O UBS destaca que “desde o início da década, a riqueza tem também aumentado solidamente, sobretudo em Portugal, que registou um aumento de quase 10% em termos médios e um aumento de mais de 25% em termos medianos”.
Nos três países do sul da Europa, a proporção da riqueza bruta alocada a ativos financeiros é relativamente baixa na comparação internacional, variando entre 32% em Espanha e pouco mais de 35% na Grécia e 36,5% em Portugal.
Os ativos não financeiros (habitação e terrenos) representam cerca de 75% em cada um destes, enquanto a dívida ronda os 10% em Portugal e na Grécia, mantendo-se abaixo dos 8% em Espanha, revela o relatório.
Atualmente, Espanha conta com pouco mais de 1,2 milhões de milionários, Portugal com cerca de 175 mil e a Grécia tem cerca de 80 mil.
“Olhando ainda mais para o futuro, esperamos que os três países assistam a uma quantidade significativa de transferências de riqueza nas próximas décadas, tanto intergeracionais como intrageracionais (de viúvo(a) para o cônjuge). Em Espanha, estas transferências podem atingir 17% da riqueza do país, em Portugal mais de 26% e na Grécia até 40%”, conclui o UBS.
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