Uma maçã contra o vírus e Wall Street agradece

Wall Street respirou ontem de alívio com o aumento da confiança na capacidade das autoridades chinesas poderem conter a propagação da epidemia do coronavírus.

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Depois da pior sessão dos últimos quatro meses, Wall Street respirou ontem de alívio com o aumento da confiança na capacidade das autoridades chinesas poderem conter a propagação da epidemia do coronavírus, bem como do optimismo criado em antecipação aos resultados da Apple, que empurrou os títulos da fabricante dos iPhones para um ganho de 2,83%.

Isto, por si só, deu não apenas um impulso aos três principais índices como os contagiou, com especial ênfase ao sector tecnológico, que acabou por registar a maior valorização no S&P500, com uma subida de 1,87%, ao mesmo tempo que o tecnológico Nasdaq averbou uma valorização de 1,43%, bem melhor que os 0,66% do Dow Jones, o menos forte do trio.

No campo económico as notícias foram díspares, visto que as novas ordens à indústria norte-americana caíram o máximo de oito meses em Dezembro. As exportações também desiludiram, o que reforça a ideia que já vem do ano passado sobre um claro arrefecimento da actividade manufactureira na maior economia do mundo.

Contudo, e provavelmente um dos indicadores mais relevantes para o mercado, a confiança do consumidor continua a não desiludir e o índice que a classifica subiu para máximos de Agosto de 2019, enquanto que a percepção sobre o mercado laboral também melhorou, com mais cidadãos a serem da opinião que existem “muitos” empregos disponíveis.

Como seria de esperar num dia em que o mercado valorizou, os activos refúgio foram os mais castigados com pressão vendedora, no mercado accionista, utilities e retalhistas de produtos essenciais amealharam ganhos muitos ligeiros, depois de terem tido o melhor comportamento na sessão anterior.

Nas matérias-primas o ouro cedeu -0,5% para os $1,575 por onça, enquanto que no mercado cambial o Yen perdeu -0,2%, terminando nos 109.14, num dia em que o U.S dólar também esteve com alguma fraqueza ao desvalorizar -0.1%.

O gráfico de hoje é da Apple, o time-frame é mensal.

 

 

Utilizando a técnica de extensão Fibonacci e caso o movimento ascendente continue, temos um objectivo para os títulos da Apple na ordem dos $372.

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